Levantamento da USP aponta que cerca de um quarto das usinas em operação podem encerrar as atividades no país
Queda na produção de cana-de-açúcar em São Paulo
Pesquisadores da Universidade Paulista de Ribeirão Preto estimam uma queda significativa na produção de cana-de-açúcar no estado de São Paulo, com risco de fechamento de até 25% das usinas de cana em operação no Brasil. A economista Franciélia Almeida aponta a queda nos preços do etanol nos últimos 12 meses como um dos fatores principais. A partir de março, com medidas de isolamento social, houve uma queda considerável no consumo de etanol, agravada pela redução nos preços do petróleo, que impactou os combustíveis no mercado doméstico.
Impacto da pandemia e cenário futuro
O diretor técnico da União da Indústria da Cana de Açúcar, Antônio Dipado Rodrigues, afirma que a produção da safra atual deve ser semelhante à do ano passado, sem a expectativa de maior produtividade. Apesar da redução na produção de etanol, a previsão é de equilíbrio no mercado, impulsionado pelo aumento na produção e exportação de açúcar. O mercado de etanol também deve terminar o ano em equilíbrio, com maior produção de açúcar e exportação, compensando a menor produção e venda de etanol. Apesar do equilíbrio previsto, a preocupação com a pandemia e a redução da demanda permanece, impactando as metas do Renovabio 2020-2021.
Usinas mais afetadas
As usinas mais vulneráveis são aquelas com produção de açúcar proporcionalmente menor que a de etanol. Já as usinas com capacidade de expandir a produção de açúcar apresentam uma situação mais confortável. A pesquisa destaca a complexa interação entre fatores econômicos, sanitários e climáticos que afetam a produção canavieira no estado.
Em resumo, o setor sucroenergético paulista enfrenta desafios significativos, mas a capacidade de adaptação e diversificação da produção demonstram resiliência frente às adversidades. A situação requer monitoramento constante e estratégias para mitigar os riscos.



