Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
As fortes chuvas de março têm cumprido as expectativas, marcando presença com intensidade em diversos momentos. Mas, afinal, qual o impacto real desse volume de água e como ele afeta o abastecimento dos reservatórios?
Recuperação Hídrica Surpreendente
O verão tem se mostrado excepcionalmente chuvoso, superando as expectativas e praticamente revertendo a crise hídrica enfrentada em 2014 e 2015. O Rio Pardo, em alguns trechos, já transbordou, inundando áreas próximas. O Sistema Cantareira também apresenta recuperação notável, ultrapassando 60% de sua capacidade, com a perspectiva de atingir 100% até o final do ano.
Riscos de Inundações e Alagamentos
Apesar da boa notícia da recuperação dos mananciais, o volume excessivo de chuvas eleva o risco de inundações. Episódios recentes em São Paulo e em outras regiões do Sudeste servem de alerta. A vazão do Rio Pardo, por exemplo, atingiu cerca de 450 metros cúbicos por segundo, um nível máximo que contrasta com as médias de 94 e 105 metros cúbicos por segundo registradas em março de 2015 e 2014, respectivamente.
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Ações Preventivas e Colaboração
Diante desse cenário, a implementação de políticas públicas eficazes se torna crucial para mitigar os transtornos causados por alagamentos e cheias. Ribeirinhos expressam preocupação com o aumento do nível das águas, e as cidades precisam estar preparadas para lidar com o escoamento pluvial. A limpeza de bueiros e a conscientização da população sobre o descarte correto de lixo são medidas essenciais para evitar o agravamento da situação.
Embora não se possa controlar a natureza, ações preventivas e o planejamento urbano adequado são fundamentais para proteger a população e minimizar os impactos das fortes chuvas.



