Oportunidades caíram para menos da metade em Ribeirão Preto
Desde a promulgação da lei da aprendizagem, empresas de médio e grande porte têm a obrigação de reservar entre 5% e 15% de suas vagas para jovens entre 14 e 24 anos. No entanto, a atual crise econômica tem impactado diretamente a geração de empregos, afetando principalmente os jovens em busca de sua primeira oportunidade profissional.
Crise econômica reduz vagas para jovens aprendizes
A crise tem levado muitas empresas a reduzirem seus quadros de funcionários, diminuindo significativamente o número de vagas disponíveis para jovens aprendizes. José Roberto, gerente pedagógico de uma empresa que intermedia vagas para jovens aprendizes, relata que o número de encaminhamentos caiu de 1400 para 900, e o número de empresas parceiras diminuiu de 120 para 93.
Desespero e angústia na busca pelo primeiro emprego
Maria Elena Rodrigues, presidente de outra associação que auxilia jovens na busca por emprego, corrobora o cenário crítico. O número de jovens atendidos pela associação caiu de 500 para menos de 200. Os relatos dos próprios jovens demonstram a angústia e a dificuldade em encontrar uma vaga, mesmo com a grande procura. Muitos expressam o desejo de ingressar no mercado de trabalho para aprender e crescer profissionalmente, relatando meses de espera e expectativa por uma oportunidade.
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A persistência na busca por oportunidades
Apesar das dificuldades, a persistência e a esperança persistem entre os jovens. O depoimento de Felipe, um jovem aprendiz, demonstra a vontade de continuar aprendendo e crescendo no ambiente corporativo. É importante lembrar que as empresas que não cumprem a legislação estão sujeitas a multas, reforçando a necessidade de um maior comprometimento com a inclusão dos jovens no mercado de trabalho.



