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Crise no setor metalurgico provoca novas demissões

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Em Sertãozinho, a situação na indústria metalúrgica se agrava, com funcionários enfrentando salários atrasados e demissões. Uma assembleia crucial, liderada pelo sindicato da categoria, acontece hoje para discutir os rumos da situação.

Salários Atrasados e Demissões: O Estopim da Crise

Pereira, um dos funcionários da metalúrgica, relata que o pagamento referente ao mês anterior não foi integralmente efetuado, somando-se a outros problemas. “Não é só o salário atrasado, está vindo muita coisa aí que chegou no máximo da coisa mesmo”, desabafa. A situação envolve ainda o não pagamento do Fundo de Garantia e de contratos, além de funcionários que não recebem durante o período de férias.

Sindicato Busca Soluções em Meio à Crise

Samuel Marquete, presidente do sindicato dos metalúrgicos de Sertãozinho, demonstra esperança em medidas que possam reverter o cenário negativo. “A gente acredita que algumas empresas já começam a festejar alguns serviços, a luta que estamos fazendo, o movimento que fizemos em janeiro, em prol do setor sucroenergético, a gente acredita que atrásra começa a ter um resultado”, afirma. A cogeração de energia através do bagaço da cana é apontada como uma possível solução a curto prazo.

Impacto da Crise no Setor e Perspectivas Futuras

Alessandra Bernouse, gestora de planejamento de outra empresa em Sertãozinho, revela a necessidade de reduzir o quadro de funcionários devido à crise. “Com a crise isso simplesmente piorou a situação, aprofundou o problema de uma melhoria de administração coerente, estratégica que a empresa sempre tomou”, explica. A gestora ressalta a importância de investimentos maciços em produção para a recuperação do setor, que, segundo ela, enfrenta desafios em nível nacional.

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho evidenciam a gravidade da situação: em março, a indústria de transformação em Sertãozinho apresentou um saldo negativo de 541 postos de trabalho. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor acumula um déficit de 2.362 vagas.

Diante deste contexto desafiador, a assembleia de hoje se torna um momento crucial para definir os próximos passos e buscar alternativas para atenuar os impactos da crise na vida dos trabalhadores e na economia local.

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