Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com o professor João Roberto de Araújo
O ano começou e, com ele, a prática de criticar e falar mal de outras pessoas se intensificou. Familiares, amigos e políticos são alvos frequentes de comentários negativos, ironias e pessimismo.
A crítica construtiva versus a crítica destrutiva
Segundo o professor João Roberto de Araújo, a crítica é fundamental para o crescimento pessoal e político. Entretanto, é preciso diferenciar a crítica construtiva, que busca apontar erros de forma a promover melhorias, da crítica destrutiva, que se caracteriza pela maldade, generalização e subjetividade. Esta última, transformada em uma ladainha constante, prejudica tanto quem a recebe quanto quem a emite, funcionando como um tipo de autodestruição.
A maledicência como problema social
O professor destaca a maledicência como um hábito nocivo e autofágico, enfraquecendo psicologicamente quem a pratica. Muitas vezes, essa prática serve como um mecanismo de defesa, projetando no outro as próprias insatisfações e inseguranças. Eventos importantes, como aniversários, perdem seu significado quando a conversa se concentra em fofocas e críticas negativas, substituindo momentos de celebração e alegria.
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A corrupção como reflexo da cultura
O contexto político atual, marcado pela corrupção, intensifica esse comportamento. A indignação com a corrupção política, contudo, reflete também os erros morais e éticos da população. A crítica, portanto, deve ser exercida com respeito e responsabilidade, buscando a construção de uma sociedade melhor. A educação desempenha papel crucial nesse processo, incentivando a reflexão antes de emitir julgamentos.
Em suma, a prática de criticar e falar mal dos outros é um comportamento prejudicial que precisa ser combatido através da educação e da conscientização. É necessário cultivar o respeito e a empatia para construir relações mais saudáveis e uma sociedade mais justa.



