Um menino, de 7 anos, morreu em Ibiraci (MG), perto de Franca, após se engasgar com um enfeite de Natal; perito fala dos riscos
Franklin da Silva Carrijo Pereira, Cuidado, papais! Objetos pequenos podem ser, de 7 anos, morreu após engolir uma bolinha de Natal em sua casa em Birassí, próximo a Franca. Segundo a família, a criança brincava com o objeto quando os pais pediram que parasse. Franklin levou a bolinha para o banheiro, onde se engasgou. Os pais ouviram barulhos diferentes, foram até o local e encontraram o menino sem conseguir respirar. O pai tentou socorrê-lo, mas Franklin foi levado ao hospital de Birassí, onde a morte foi confirmada. A autópsia realizada no Instituto Médico Legal (IML) indicou que a causa da morte foi engasgamento com a bolinha de Natal.
Acidentes domésticos e engasgos: O engenheiro, perito criminal e professor Lucas Mora comentou sobre a frequência de acidentes domésticos, especialmente engasgos, comuns entre crianças e idosos. Dados de 2023 apontam que cerca de duas mil pessoas morreram por engasgamento no Brasil, sendo 319 crianças entre zero e quatro anos, representando 39,8% dos casos. Lucas destacou que, apesar dos cuidados, acidentes podem ocorrer em casa, onde crianças estão mais expostas a riscos como quedas, afogamentos, choques elétricos, queimaduras e intoxicações por substâncias químicas.
Prevenção e primeiros socorros: O especialista ressaltou que, embora existam manobras de desengasgo, elas nem sempre são eficazes, e o tempo é fator crítico para a sobrevivência da vítima. Ele mencionou a existência de kits específicos para desobstrução das vias aéreas, que funcionam por sucção e facilitam a retirada do objeto. Lucas Mora também enfatizou a importância do treinamento em primeiros socorros, obrigatório em escolas públicas e privadas desde 2018, conforme a Lei nº 3.722. Esse treinamento deve ser realizado por todos os funcionários e professores, com carga horária de oito horas e renovação a cada dois anos.
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Outros acidentes domésticos e estatísticas
Além do engasgo, quedas são a principal causa de acidentes domésticos fatais, com 82 mil mortes entre 2018 e 2022, das quais 63 mil foram de idosos. Afogamentos causaram 24 mil mortes no mesmo período, com destaque para crianças de 1 a 14 anos. Choques elétricos, queimaduras e cortes também são causas frequentes de acidentes em casa. Lucas Mora destacou a importância de medidas preventivas, como uso de barras de proteção e cuidados com pisos, especialmente para idosos, citando o exemplo do presidente Lula, que sofreu uma queda e precisou de cirurgia.
Informações adicionais
O treinamento em primeiros socorros inclui manobras para desengasgo, massagens cardíacas e suporte básico de vida, essenciais para salvar vidas em situações de emergência. A conscientização sobre os riscos domésticos e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir o número de acidentes, principalmente durante períodos em que as crianças permanecem mais tempo em casa, como nas férias escolares.



