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Cuidados paliativos: atenção psicológica ao paciente, familiares e cuidadores

Nereida Kilza da Costa Lima, especialista em cuidados paliativos, explica o que é esse trabalho e qual sua importância
Cuidados paliativos
Nereida Kilza da Costa Lima, especialista em cuidados paliativos, explica o que é esse trabalho e qual sua importância

Nereida Kilza da Costa Lima, especialista em cuidados paliativos, explica o que é esse trabalho e qual sua importância

O programa Respiro e Longevidade da CBN entrevistou a Dra. Neireida Costa Lima, geriatra e especialista em cuidados paliativos, para discutir esse importante tema.

O que são Cuidados Paliativos?

A especialista explica que os cuidados paliativos são uma filosofia de cuidado, em processo de se tornar uma especialidade médica. Eles abrangem qualquer indivíduo com doença grave que ameace a vida, focando no conforto do paciente e familiares por meio de uma equipe multiprofissional. Ao contrário do que muitos pensam, o cuidado paliativo ideal começa no momento do diagnóstico de uma doença que ameaça a vida, não apenas na fase terminal.

A Equipe Multidisciplinar e os Custos

A equipe multidisciplinar ideal envolve enfermagem, psicologia, assistência social, terapia ocupacional, fisioterapia, farmácia e nutrição, entre outros. Embora o custo em pessoal seja maior, o custo em equipamentos é baixo. Atualmente, há escassez de profissionais capacitados no Brasil, mas a recente assinatura da política nacional de cuidados paliativos pelo governo federal trará verbas para capacitação e melhoria do acesso a medicamentos para dor, com foco na atenção primária.

Pilares dos Cuidados Paliativos e a Importância da Família

Os pilares dos cuidados paliativos são: controle de sintomas (dor, falta de ar, depressão, ansiedade); manter o indivíduo ativo o máximo possível; espiritualidade; e priorizar o conforto e a autonomia do paciente nas decisões, sempre que possível. A Dra. Neireida destaca a importância de cuidar também da família, pois o desgaste físico e emocional dos cuidadores é alto, levando a altos índices de depressão e ansiedade. A especialista enfatiza a necessidade de preparo e informação para lidar com a situação, evitando o sofrimento desnecessário.

A entrevista abordou ainda a distinção entre pacientes paliativos e terminais, a identificação de sinais de gravidade, a prevenção do sofrimento, o tratamento multifacetado baseado em comunicação e o investimento em pesquisas para melhorar o controle de sintomas. A falta de estrutura adequada no sistema de saúde brasileiro para atender à demanda de cuidados paliativos foi também um ponto crucial da discussão, com a esperança de melhorias futuras graças à nova política nacional.

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