Ouça a coluna ‘CBN Sabor’, com Fernando Kassab
Em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é fundamental refletirmos sobre a imensa dívida que temos com os povos africanos no Brasil. Essa influência permeia diversos aspectos da nossa cultura, desde o trabalho até a gastronomia.
A Herança Gastronômica Africana
A influência africana é notável em estados como Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo, manifestando-se através da rica e simbólica gastronomia. Pratos como acarajé, arroz de haussá, caruru, cuscuz, efó e vatapá são apenas alguns exemplos da herança africana que incorporamos ao nosso dia a dia.
Sabor e Significado Religioso
A culinária africana transcende o simples ato de comer. Ela possui uma forte ligação com a tradição religiosa, onde a mesa é um espaço repleto de simbolismos e significados. As receitas, sejam da capoeira, de Angola, Guiné, Moçambique ou de outros países de origem dos escravos, revelam a importância de associar a vida, o cotidiano e as tradições com a comida.
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Uma Dívida Nacional
Embora o Dia da Consciência Negra ainda não seja um feriado nacional, ele representa um momento crucial para reconhecermos a nossa dívida com os povos africanos. Essa dívida não se limita à mão de obra escrava que impulsionou a riqueza do país, mas também se estende aos hábitos, à miscigenação e, principalmente, à riqueza da nossa culinária. A generosidade dos africanos, que vieram para o Brasil de forma forçada, é inestimável e transformou a nossa mesa em um patrimônio cultural.
Um ótimo feriado a todos e um bom fim de semana.