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Cultivar a cana-de-açúcar é fácil ou esse estereótipo é um mito?

Segundo Lucas Perim, esta cultura, que é tão comum aqui na região, é uma das mais difíceis pelo tempo entre o plantio e colheita
Cultivar a cana
Segundo Lucas Perim, esta cultura, que é tão comum aqui na região, é uma das mais difíceis pelo tempo entre o plantio e colheita

Segundo Lucas Perim, esta cultura, que é tão comum aqui na região, é uma das mais difíceis pelo tempo entre o plantio e colheita

Em entrevista no estúdio da CBN, o agrônomo Lucas Perim, da Corteva, detalhou os avanços e os desafios tecnológicos do cultivo de cana-de-açúcar, desde o plantio até a colheita.

Tecnologia em todas as etapas

Perim afirmou que, embora plantar cana pareça simples, é uma das culturas mais complexas: o ciclo entre plantio e primeira colheita pode variar de 12 a 18 meses, exigindo decisões técnicas desde a escolha da variedade até o maquinário. Segundo ele, a inovação não se limita às máquinas — há lançamentos em defensivos, biológicos e serviços que visam aumentar a produtividade e a qualidade da matéria-prima.

Pequenos produtores e adoção de novas práticas

O especialista destacou que a cana não é exclusiva de grandes propriedades. ‘Muitos pequenos produtores são bastante técnicos e têm interesse em adotar novas tecnologias para elevar a produtividade e a rentabilidade’, disse. Para Perim, a cadeia produtiva oferece oportunidades de aprendizado e profissionalização, e as empresas não buscam excluir trabalhadores, mas sim qualificar a mão de obra.

Aplicação por drone e mecanização

Entre as inovações observadas por Perim estão os drones de aplicação, que complementam soluções de proteção de cultivos. ‘Os drones dialogam diretamente com os produtos: são a forma de aplicação que, somada às soluções químicas e biológicas, entrega resultado ao produtor’, afirmou. Sobre a colheita, ele ressaltou que a mecanização tem aumentado e traz ganhos de qualidade e rendimento, embora a prática da queima ainda persista em algumas áreas, muitas vezes por dificuldades operacionais ou acidentes.

Perim também lembrou que o centro-sul de São Paulo continua sendo o principal polo produtor de cana no país, com investimentos constantes em tecnologia e manejo.

Ao final, o agrônomo reforçou que o objetivo de empresas e produtores é comum: produzir mais e melhor, com maior eficiência e sustentabilidade, e que há espaço para evolução em toda a cadeia produtiva.

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