Confira um resumo do programa que reuniu especialistas sobre o assunto
A chamada "cura gay", proibida pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999, voltou aos debates após uma ação popular que busca permitir que psicólogos atuem na reversão sexual. O advogado Leonardo Cavalcanti, representante do grupo que ingressou com a ação, argumenta que a interpretação da resolução é equivocada, afirmando que não se trata de oferecer um tratamento de "reorientação sexual", mas de permitir que o cidadão busque ajuda psicológica caso deseje.
A impossibilidade da ‘cura gay’ sob a ótica científica
O psiquiatra Tiago Apolinário, do Hospital das Clínicas, destaca que décadas de pesquisas científicas não encontraram evidências da possibilidade de reorientar a sexualidade. Embora mudanças comportamentais possam ocorrer por meio de constrangimento ou sugestão, a orientação sexual, ligada ao desejo e à identidade da pessoa, é considerada imutável.
O posicionamento jurídico e a expectativa no STF
A advogada Arte Hernandes, da Comissão da Diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil, expressa otimismo quanto à possibilidade de o STF se posicionar favoravelmente à questão, considerando seus precedentes em defesa dos direitos LGBT e de minorias, como o reconhecimento da união homoafetiva em 2011.
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O desafio da educação sexual nas escolas
A psicóloga Beatriz Matos, do Conselho Regional de Psicologia em Ribeirão Preto, aponta a necessidade de abordar a sexualidade e a questão de gênero nas escolas. A falta de preparo dos professores para lidar com esses temas, muitas vezes decorrente de um tabu social arraigado, dificulta o enfrentamento das dificuldades enfrentadas pelos alunos.
A discussão sobre a "cura gay" revela a complexidade da questão, envolvendo aspectos éticos, científicos e legais. A expectativa atrásra se volta para o posicionamento do STF e para a crescente necessidade de um diálogo aberto e informado sobre sexualidade nas escolas e na sociedade.



