Quem fala das características deste peixe é a equipe de especialistas do Terra da Gente na coluna ‘CBN Sons da Terra’
O podcast Sons da Terra da CBN, apresentado por Paulo Augusto e Juliano Tamura, mergulhou no universo do curimbatá, um peixe de hábitos peculiares encontrado no Rio Pardo, em Jaborandí (SP).
Diversidade de nomes e habitat
O curimbatá (Prochilodus), explicou o pesquisador Domingos Garrone (Unesp de Registro), possui diversos nomes populares, como zulega, curimbatã, pacu e curimba, refletindo sua ampla distribuição por diversas bacias hidrográficas brasileiras. No Rio Pardo, são encontradas pelo menos duas espécies.
O som do curimbatá
Uma característica intrigante do curimbatá é sua capacidade de emitir sons, especialmente durante a época de reprodução, quando ruídos graves são perceptíveis até fora d’água. Essa vocalização, produzida pela bexiga natatória, serve para atrair parceiros. A cidade de Pirassununga, localizada na bacia do Rio Pardo, possivelmente deriva seu nome do tupi “pira” (peixe) e “sununga” (ruído), em referência ao curimbatá e à cachoeira onde se reproduz.
Leia também
Hábitos alimentares e pesca
O curimbatá é um peixe detritivoro, com lábios grandes e boca em formato de funil, que raspa pedras e troncos para se alimentar de perifíton (algas e outros organismos). Apesar do mito de que sua carne tem gosto de barro, isso está mais relacionado a ambientes de cativeiro com água estagnada. A pesca do curimbatá é desafiadora, exigindo sensibilidade e paciência do pescador, devido à sua alimentação sutil e à ausência de dentes. A isca precisa ser preparada com cuidado, considerando o olfato aguçado do peixe.
A experiência de pesca relatada pelos apresentadores destacou a necessidade de técnica e equipamentos adequados, como varas sensíveis e linhas finas. A pesca do curimbatá, frequentemente realizada na margem, requer preparação antecipada, incluindo a preparação da isca. Apesar dos desafios, o curimbatá é um peixe saboroso, apreciado em diversas receitas. A reportagem finaliza com agradecimentos aos pescadores locais e ao pesquisador, ressaltando a importância do turismo de pesca para a preservação do Rio Pardo e a conexão entre as pessoas e a natureza.