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Da história do ‘Homem Remendado’ nasceu um dos principais roteirista de horror e mistério, Rubens Lucchetti

Daniela Lemos conversa com o mestre das narrativas horripilantes no 'Nossa Gente' deste sábado (25)
Rubens Lucchetti
Daniela Lemos conversa com o mestre das narrativas horripilantes no 'Nossa Gente' deste sábado (25)

Daniela Lemos conversa com o mestre das narrativas horripilantes no ‘Nossa Gente’ deste sábado (25)

Apresentação de Rubens Lucchetti, mestre do Pulp Fiction brasileiro, em entrevista à CBN.

Infância e início da carreira

Lucchetti nasceu em 1930 em Santarito (SP) e mudou-se para São Paulo aos 3 anos. Aos 9 anos, começou a se interessar pelo gênero de horror, influenciado por histórias contadas por sua mãe e pela leitura de contos de Edgar Allan Poe, como “O Gato Preto” e “O Coração Revelador”. Em 1942, publicou seu primeiro conto, “Simulho”, em um jornal local. Mudou-se para o interior de São Paulo em 1945, devido a dificuldades financeiras da família, e começou a colaborar em jornais e revistas, como a X9 (pertencente a Roberto Marinho), publicando contos de mistério e terror.

Sucesso e reconhecimento

Ao longo de sua carreira, Lucchetti escreveu mais de 1400 livros, 300 histórias em quadrinhos e dezenas de roteiros para filmes de terror. Ele explica sua atração pelo fantástico e pelo gênero policial como uma fuga da realidade, buscando narrativas que transcendem o cotidiano. Trabalhou com José Mojica Marins (Zé do Caixão) entre 1966 e 1969, criando roteiros para filmes e programas de televisão.

Renascimento e adaptação

Após um problema cardíaco em 1995, Lucchetti reavaliou sua obra, selecionando e reescrevendo 100 títulos que considerava seus melhores trabalhos. Em 2013, com a ajuda de um jovem editor, lançou “Fantasmagorias”, e posteriormente, por meio do Facebook, publicou mais de 27 títulos, obtendo maior retorno financeiro e controle sobre sua produção. Atualmente, aos 91 anos, um de seus roteiros, “A Testemunha”, está sendo adaptado para um filme experimental em Batatais (SP), com a participação de Liz Vamp, filha de José Mojica Marins, e diretores locais formados em oficinas de cinema da região.

A produção em Batatais demonstra o potencial do interior paulista para a produção cinematográfica de qualidade, fugindo do eixo Rio-São Paulo e revelando talentos locais. A experiência de Lucchetti, com seu renascimento na escrita e a adaptação de seu trabalho para um novo filme, mostra a longevidade e a força da narrativa de horror e mistério no Brasil.

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