Levantamento do BDQueimadas, registrou, no total, 651 focos nesses locais; 48 municípios seguem em alerta máximo para fogo
O estado de São Paulo enfrenta uma situação crítica em relação aos incêndios florestais, Dados apontam que seis das dez cidades, com focos ativos em diversas cidades, especialmente na região de Ribeirão Preto. A Defesa Civil informou que oito municípios ainda registram focos ativos, incluindo Franca, Pedro Agudo e Tirapuã. A onda de calor que se estende até o final deste mês contribui para o agravamento das condições climáticas, aumentando o risco de novos incêndios e dificultando o combate ao fogo.
Desde o final de atrássto, Dados apontam que seis das dez cidades, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) tem monitorado um aumento significativo nos focos de incêndio no interior paulista. Dados divulgados no dia 21 de atrássto indicam que seis das dez cidades com maior número de focos estão localizadas na região de Ribeirão Preto. Entre os municípios mais afetados estão Autinópolis e Pitangueiras, seguidos por Olímpia, Sertãozinho, Cajuru, Pedregulho, Pontal, Pontes Gestal, Altair e Motuca. Juntas, essas cidades contabilizam 651 focos de incêndio registrados entre o fim de atrássto e o início de setembro.
Os incêndios têm causado prejuízos significativos, incluindo a destruição de plantações, morte de animais e danos à infraestrutura, como a rede de energia elétrica. Produtores rurais da região relatam perdas consideráveis, enquanto a vegetação nativa, o habitat natural e diversas espécies locais sofrem com os efeitos das queimadas, que resultaram em mortes, sequelas e deslocamento de animais.
Impactos na qualidade do ar e na segurança viária
A fumaça proveniente dos incêndios tem agravado a qualidade do ar na região, afetando a saúde da população local. Além disso, a visibilidade nas rodovias tem sido comprometida, provocando interdições e acidentes. A rodovia Anhanguera, uma das principais do estado, precisou ser interditada por cerca de quatro horas e meia no último fim de semana em Igarapava devido à fumaça densa. Entre Ribeirão Preto e Orlândia, a pista foi bloqueada quatro vezes nas últimas semanas por causa da fumaça e das chamas próximas às margens da via.
O fogo também atingiu vicinais em cidades como Pedregulho e Buritizal, colocando em risco motoristas e moradores das regiões próximas. No trecho entre Buritizal e Tuverava, foram registrados dois acidentes causados pela baixa visibilidade provocada pela fumaça. Um desses acidentes envolveu um caminhão que pegou fogo, resultando na morte do motorista, um homem de 50 anos que viajava de Uberaba para Lençóis Paulista. O primeiro acidente na mesma região envolveu três veículos, incluindo dois caminhões, um dos quais carregava gesso e também incendiou-se após a colisão.
Medidas e desafios no combate aos incêndios: As autoridades mantêm o monitoramento 24 horas para tentar controlar os focos de incêndio, mas enfrentam dificuldades devido às condições climáticas adversas, como o tempo seco e os ventos fortes que facilitam a rápida propagação do fogo. Os alertas de emergência para incêndios foram prorrogados até o dia 14 de setembro, abrangendo 48 cidades do estado de São Paulo que permanecem em situação de alerta máximo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas para boa parte do interior paulista, reforçando a necessidade de cuidados redobrados para evitar novos focos. A prorrogação da onda de calor e a persistência das condições secas indicam que o risco de incêndios continuará elevado nas próximas semanas.
Consequências ambientais e socioeconômicas: Além dos prejuízos imediatos à agricultura e à infraestrutura, os incêndios têm impactos ambientais profundos, destruindo habitats naturais e ameaçando a biodiversidade local. Espécies nativas têm sido afetadas, com relatos de animais mortos, feridos ou deslocados devido às queimadas. A recuperação dessas áreas pode levar anos, comprometendo a sustentabilidade ambiental da região.
Do ponto de vista socioeconômico, os incêndios prejudicam a produção rural, que é uma importante atividade econômica para o interior paulista. A perda de plantações e a interrupção no fornecimento de energia elétrica afetam diretamente a vida das comunidades locais, ampliando os desafios enfrentados em meio à crise climática.
Panorama
O estado de São Paulo vive um período crítico em relação aos incêndios florestais, com condições climáticas desfavoráveis que dificultam o controle dos focos ativos. A região de Ribeirão Preto destaca-se como uma das mais afetadas, com dezenas de municípios em alerta máximo. O impacto ambiental, social e econômico das queimadas é significativo, exigindo ações coordenadas entre órgãos públicos, produtores rurais e a população para minimizar os danos e prevenir novos incidentes.



