Número de concessões foi 4,6% maior do que o registrado em 2018
O ano de 2019 apresentou um cenário econômico instável, com oscilações no número de desempregados. No entanto, indicadores positivos também surgiram, como a retomada do crédito, conforme aponta um boletim do Centro de Estudos em Economia da USP.
Crédito em alta: um panorama nacional
Dados comparativos entre janeiro e novembro de 2019 revelam um aumento de 4,6% no crédito, com crescimento em financiamentos para empresas, famílias e governo. Segundo o professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia e Administração da USP, essa retomada teve início no final de 2018 e está relacionada à recuperação da economia. O aumento do crédito ao governo, em particular, está ligado à redução do déficit primário. A maior parte dos empréstimos empresariais veio do setor privado (24,6% do PIB), com 17% de capital privado nacional e 7,4% estrangeiro. Já os bancos públicos apresentaram queda, com 22,6% do PIB em novembro de 2019, contra 30% em 2015.
Cenário contrastante em Ribeirão Preto
Em contraponto ao cenário nacional, a região metropolitana de Ribeirão Preto registrou queda no crédito, principalmente no setor agrícola. A retração, superior a 30% em comparação com outubro de 2018, é atribuída à redução das exportações de açúcar, que impactou fortemente o setor sucroalcooleiro, principal atividade econômica da região. Apesar disso, outros setores, como financiamentos imobiliários e de veículos, mostraram resultados positivos, indicando uma tendência de retomada de investimentos e consumo.
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Cautela e perspectivas
Embora o aumento do crédito seja um sinal positivo, é fundamental manter a cautela para evitar o endividamento. A redução dos juros pelo sistema financeiro é crucial para estimular o consumo e a produção interna, impulsionando o crescimento econômico. A observação atenta do mercado e a manutenção de políticas adequadas são essenciais para consolidar a recuperação econômica e garantir a sustentabilidade do crescimento.



