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Dados da Cufa apontam que 50% dos moradores de comunidades têm seu próprio negócio

Analista do Sebrae aponta que boa parte destes empreendedores está no setor de alimentação
Dados da Cufa apontam que 50%
Analista do Sebrae aponta que boa parte destes empreendedores está no setor de alimentação

Analista do Sebrae aponta que boa parte destes empreendedores está no setor de alimentação

Dados da Central Única das Favelas (CUFA) indicam que cerca de 50% dos moradores de comunidades têm seu próprio negócio. Em Ribeirão Preto, iniciativas de capacitação voltadas a esses empreendedores são oferecidas pelo Sebrae, que tem buscado profissionalizar moradores interessados em gerar renda extra e formalizar pequenos negócios. A reportagem é de Julia Treas.

Empreendedorismo como alternativa

Nas vielas das favelas de Ribeirão Preto, o comércio informal tem se transformado em fonte de renda e de autonomia. Segundo levantamento da CUFA, a prática empreendedora é uma realidade para metade dos moradores das comunidades, que veem na atividade independente uma forma de sustento e de dignidade.

Cursos práticos e foco na alimentação

O Sebrae tem oferecido cursos práticos, especialmente na área de alimentação, apontada por técnicos como uma das mais acessíveis para quem busca retorno rápido. A analista de negócios Elisangela Doroteu explica que treinamentos sobre técnicas específicas — como a produção de ovos de Páscoa — permitem que as participantes aprendam um produto comercializável em pouco tempo e com custos relativamente baixos.

Da cozinha de casa ao pedido entregue

Um exemplo local é o de Elin Cristina, dona de casa que mora na favela do Grilo. Ela participou do curso do Sebrae no início de março e viu na capacitação a oportunidade de produzir ovos de Páscoa para presentear os filhos e atender encomendas. “Eu vou fazer hoje as cascas e vou deixar o recheio pronto”, diz Elin, que já recebeu pedidos e pretende ampliar o trabalho caseiro.

Para muita gente como Elin, empreender em casa é também uma forma de conciliar trabalho e cuidados familiares. A possibilidade de receber encomendas e gerir o próprio horário facilita a manutenção da renda sem abrir mão do cuidado aos filhos, enquanto a especialização técnica aumenta a chance de crescimento e reconhecimento do negócio.

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