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Dados da OMS apontam que cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuramente

No Brasil, estimativa é de que 12% dos partos sejam prematuros; Maysa Ferreira Zambotti, especialista em medicina fetal, comenta
Dados da OMS apontam que cerca
No Brasil, estimativa é de que 12% dos partos sejam prematuros; Maysa Ferreira Zambotti, especialista em medicina fetal, comenta

No Brasil, estimativa é de que 12% dos partos sejam prematuros; Maysa Ferreira Zambotti, especialista em medicina fetal, comenta

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), Dados da OMS apontam que cerca, cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuros anualmente no mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 12% dos partos sejam prematuros, o que evidencia a importância do debate sobre o tema.

Importância do pré-natal e rastreamento especializado

A médica especialista em medicina fetal, doutora Maísa Ferreira Zambote, destacou que o índice de prematuridade permanece elevado enquanto não houver melhorias no acompanhamento pré-natal. Segundo ela, o pré-natal disponível na rede pública e em planos de saúde ainda não é suficiente para reduzir significativamente os casos de parto prematuro.

Um exame fundamental para o rastreamento do risco de parto prematuro é a medição do colo do útero via transvaginal durante a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre. Esse exame permite identificar o encurtamento do colo uterino, que está associado a um maior risco de trabalho de parto prematuro. No entanto, esse tipo de rastreamento ainda não é amplamente acessível na rede pública, sendo mais comum na rede particular.

Definição e tipos de prematuridade: Partos que ocorrem antes das 37 semanas de gestação são considerados prematuros. Existem diferentes graus, como a prematuridade extrema, que ocorre por volta das 28 semanas. A prematuridade pode ocorrer tanto em partos normais quanto em cesarianas.

Intervenções e sintomas de alerta: Quando o colo do útero é identificado como curto, a principal intervenção recomendada é o uso de progesterona via vaginal, conhecida como Ultragestã, que pode ajudar a reduzir o risco de parto prematuro. Em casos de incompetência cervical, em que o colo se abre prematuramente, o diagnóstico precoce é essencial para o manejo adequado.

Doutora Maísa ressaltou que qualquer sangramento vaginal ou contrações uterinas dolorosas antes do tempo devem ser avaliados por um médico, pois podem indicar trabalho de parto prematuro. A avaliação médica é fundamental para todas as queixas durante a gestação.

Consequências da prematuridade e necessidade de ampliação do rastreamento

A prematuridade está associada a riscos como desconforto respiratório, hemorragia intracraniana, infecções e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva neonatal (UTI neonatal). Embora alguns bebês prematuros possam ter desenvolvimento normal, a maioria enfrenta complicações significativas.

Doutora Maísa enfatizou a importância de tornar o exame de medição do colo uterino acessível a todas as gestantes, integrando-o ao pré-natal de rotina, para reduzir as taxas de prematuridade e suas consequências.

Informações adicionais

A especialista reforçou que o conhecimento sobre os exames disponíveis e o acesso a eles são fundamentais para a prevenção do parto prematuro, e que a divulgação dessas informações pode contribuir para que mais gestantes tenham acesso a cuidados especializados.

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