Em Ribeirão, o principal destaque são os venezuelanos que se abrigam na cidade; 9 a cada 10 cidades do Brasil possuem indígenas
O IBGE divulgou novos dados do último censo sobre a população indígena nas cinco maiores cidades de uma região, somando quase mil pessoas. Em Ribeirão Preto, destaca-se a presença de venezuelanos, refletindo uma migração intensificada a partir de 2016 devido à crise naquele país.
Crescimento e desafios da população indígena em Ribeirão Preto
Os números revelam um aumento significativo da população indígena em Ribeirão Preto, saltando de 137 em 2010 para 594 em 2022. Essa realidade apresenta desafios, pois essa população historicamente sofre com vulnerabilidade social, problemas de saúde crônicos e extrema pobreza, situações que se arrastam há muitos anos. Apesar disso, a contribuição dessa população para a economia local é inegável, com indivíduos trabalhando, consumindo e movimentando o comércio.
Situação em outras cidades da região
Em outras cidades da região, a situação apresenta variações. Em Franca, o número de indígenas caiu de 305 para 282; em Barretos, de 61 para 59; em Bebedouro, de 21 para 25; e em Jaboticabal, de 57 para 18. Essa diversidade demonstra a complexidade do fenômeno migratório e a necessidade de políticas públicas específicas para cada localidade.
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Apoio municipal e políticas públicas
Ribeirão Preto conta com uma casa de apoio nos Campos Elíseos, abrigando 72 pessoas do grupo étnico Guarani. A prefeitura oferece assistência social, incluindo benefícios de transferência de renda e cadastramento no CadÚnico. O apoio, no entanto, não se limita à assistência social, estendendo-se à saúde, educação e segurança, refletindo a necessidade de uma intervenção intersecretarial para atender às complexas demandas dessa população. O acolhimento e a integração dos indígenas são considerados cruciais para o desenvolvimento da cidade, reconhecendo sua contribuição social e econômica.



