Por outro lado, o hortifruti ficou um pouco mais caro por causa da falta de chuva
Se em 2022 a inflação preocupou muitos brasileiros, elevando o custo de vida, em 2023 a realidade nos supermercados é outra. Diversos produtos estão mais baratos, oferecendo um respiro para o orçamento doméstico.
Feijão e Arroz com Preços Mais Acessíveis
O feijão, por exemplo, sofreu uma queda significativa de preços. Segundo o IBGE, o feijão carioca teve redução de 54%, enquanto o feijão preto registrou queda de 34% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O arroz também apresentou queda, embora menor, de apenas 4%. Joaquim Pereira, reparador de panelas, confirma a observação, relatando preços bem mais baixos do que em 2016, quando um pacote de feijão chegava a custar R$ 10,00.
Impacto do Desemprego e Boas Colheitas
José Carlos de Lima Júnior, especialista em estrutura de mercado e professor da USP, explica que a queda nos preços está relacionada ao alto índice de desemprego no país. Com cerca de 30 milhões de brasileiros desempregados, o consumo diminui, impactando diretamente na inflação. Por outro lado, o economista Gabriel Couto destaca o bom momento do agronegócio, especialmente para o tomate, que teve uma redução de 10,5% no preço devido à boa safra. A abundância de produtos agrícolas contribui para a queda de preços.
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Cenário Variado e a Importância da Pesquisa
Apesar da queda generalizada nos preços de alimentos (5,2% em média, mais que o dobro da queda geral de preços de 2,5%), alguns produtos registraram aumento. O repolho subiu 21%, a cenoura 12% e a alface 4%, devido principalmente às condições climáticas adversas, como a seca. A chuva prevista poderá amenizar os preços de hortaliças, mas a tendência para o tomate, segundo Couto, é de aumento gradual. Para economizar, a dica é pesquisar preços antes de comprar.



