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Daerp aprova uso da água do Rio Pardo para consumo humano

Diretor técnico Joaquim Inácio da Costa Neto falou à CBN Ribeirão
Daerp aprova uso da água do
Diretor técnico Joaquim Inácio da Costa Neto falou à CBN Ribeirão

Diretor técnico Joaquim Inácio da Costa Neto falou à CBN Ribeirão

O diretor técnico do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), Daerp aprova uso da água do, Joaquim Inacho da Costa Neto, comentou sobre o estudo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que indicou que a água do Rio Pardo é adequada para consumo humano, desde que submetida a tratamento.

Segundo Joaquim, a qualidade da água do rio está acima de 70%, considerada boa, o que é positivo para Ribeirão Preto, uma cidade que cresce mais de 2% ao ano, com um aumento anual de 12 a 15 mil habitantes. Atualmente, a cidade utiliza exclusivamente água do aquífero Guarani para abastecimento, com cerca de 600 poços em operação, dos quais 106 são geridos pelo Daerp para uso da população.

Estudos e projetos para captação da água do Rio Pardo

Desde 2009, o Daerp, em parceria com a Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e com financiamento do governo federal, estuda a qualidade da água no ponto de captação previsto para a zona leste da cidade, próximo ao final da estrada municipal do Pirapitingui.

Em 4 de abril, a prefeitura protocolou uma carta consulta no Ministério das Cidades para solicitar recursos para a construção de uma estação de tratamento de água com capacidade de 3 metros cúbicos por segundo, projetada para atender a cidade pelos próximos 30 anos, quando a população deve chegar a aproximadamente 1,1 milhão de habitantes.

Investimentos e sistema de abastecimento: O investimento estimado para a construção da estação de tratamento é da ordem de R$ 300 milhões. O projeto inclui também adutoras, elevatórias e reservatórios para adequar o sistema de abastecimento à captação superficial.

Joaquim explicou que a captação da água do Rio Pardo será realizada em conjunto com a captação do aquífero Guarani, adotando um sistema misto, prática comum em cidades de grande porte como São Paulo e São José dos Campos.

Desafios e perspectivas: O diretor destacou que legislações estaduais já restringem a perfuração de novos poços, especialmente na região central, o que reforça a necessidade de diversificar as fontes de abastecimento. Ribeirão Preto é atualmente uma das poucas cidades brasileiras com mais de 600 mil habitantes que depende exclusivamente da água subterrânea.

Informações adicionais

Além do crescimento populacional, Ribeirão Preto é um polo de saúde e educação, recebendo diariamente entre 60 e 80 mil pessoas que também utilizam a água da cidade. O Daerp segue aguardando a resposta do Ministério das Cidades sobre a liberação dos recursos para iniciar as obras.

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