Trecho da Avenida sentido centro, está sendo desviado pelas ruas Xingú, Pará e Rio Maroni
Uma ligação clandestina de esgoto em um condutor de água pluvial causou grave contaminação em Ribeirão Preto. A descoberta ocorreu durante a abertura de uma galeria de água fluvial por profissionais, que encontraram o despejo irregular.
Investigação e Responsabilidades
A promotora do Meio Ambiente, Claudia Rabibi, convocou uma reunião para esta sexta-feira para avaliar as licenças da obra e definir responsabilidades pelo despejo irregular de esgoto. O engenheiro responsável já teria tomado providências, e contatos com outras empresas, como a Pepes e a ERP, foram feitos. A investigação focará nas irregularidades das obras e nas licenças de funcionamento.
Impactos Ambientais e de Saúde Pública
Marcelo Pereira de Souza, ambientalista e professor da USP, alertou para a gravidade da situação. O esgoto sem tratamento nos corpos d’água representa um sério problema ambiental e de saúde pública, podendo disseminar doenças. Os danos incluem a redução do oxigênio no rio, mortandade de animais e desequilíbrio ecológico. A precariedade da qualidade da água nos córregos de Ribeirão Preto se agrava com esse incidente.
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Ações da ERP e da Empresa Responsável
A ERP (empresa municipal) afirmou não ter sido informada pela empresa responsável pelas obras sobre a interrupção do fluxo de esgoto. Segundo a autarquia, a empresa contratada deveria informar previamente qualquer ação que pudesse causar impactos ambientais. A ERP notificou a empresa, determinou a paralisação das obras e exigiu um plano para mitigar os danos e um novo plano de ação para o prosseguimento da obra. A ERP confirmou a existência do despejo clandestino e iniciou ações para eliminar as descargas irregulares.
O incidente destaca a necessidade de fiscalização rigorosa e a importância da comunicação entre as empresas responsáveis pelas obras e os órgãos ambientais para evitar novos casos de contaminação.



