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Daerp investe menos da metade do que deveria no saneamento básico

Autarquia arrecadou R$ 1,18 bilhão em cinco anos, mas só aplicou 7,27% em obras
saneamento básico
Autarquia arrecadou R$ 1,18 bilhão em cinco anos, mas só aplicou 7,27% em obras

Autarquia arrecadou R$ 1,18 bilhão em cinco anos, mas só aplicou 7,27% em obras

Ribeirão Preto se destaca no ranking do Instituto Trata Brasil, figurando na oitava posição entre as 100 maiores cidades brasileiras em saneamento básico. Apesar de um investimento considerável de R$ 86,4 milhões nos últimos cinco anos pelo Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP), frente a uma arrecadação de R$ 1,018 bilhão, especialistas apontam que a cidade poderia alcançar posições ainda mais elevadas com maiores investimentos no setor.

Investimento Contínuo: A Chave para o Avanço

Edson Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, enfatiza a importância de reinvestir pelo menos 20% da arrecadação em saneamento. Segundo ele, a dependência de recursos externos, como verbas do governo federal ou empréstimos bancários, pode ser minimizada com um serviço de água e esgoto mais eficiente. A otimização do sistema permite reinvestimentos no combate a perdas e na expansão dos serviços, acompanhando o crescimento contínuo da cidade.

Desafios nas Perdas de Água

Um ponto crítico para Ribeirão Preto é o índice de perdas no faturamento, que em 2014 atingiu 33,23% da água captada não cobrada. O ideal seria manter esse índice abaixo de 20%. O Instituto Trata Brasil sugere maior atenção às operações de combate a vazamentos e à fiscalização de ligações clandestinas, visando minimizar o desperdício. A perda excessiva de água no sistema de distribuição exige maior captação na natureza, agravando a situação em um contexto de escassez hídrica.

A Importância da Reservação

Paulo Brasil Manuel Tavares, da Associação Ecológica, destaca que a ausência de reservatórios é um fator crucial nos problemas de vazamento. A injeção direta da água dos poços na rede, sem reservação adequada, causa picos de pressão e rompimentos quando o consumo diminui. Um investimento significativo em reservatórios por toda a cidade, permitindo a distribuição por gravidade, poderia solucionar grande parte dos problemas.

Em nota, o DAERP informa que os resultados positivos são fruto de melhorias no sistema, como a troca de redes e a modernização da captação e reservação. A cidade saltou da 15ª para a 8ª posição no ranking. Franca, outra cidade da região, lidera o ranking de saneamento básico.

Apesar dos avanços, o contínuo aprimoramento da infraestrutura e a gestão eficiente dos recursos hídricos permanecem essenciais para garantir um futuro sustentável para Ribeirão Preto.

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