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Daerp pede ajuda da população para combater falta d’água

Além dos altos gastos de água, autarquia cita ligações clandestinas e vazamentos como motivos para desabastecimento
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Além dos altos gastos de água, autarquia cita ligações clandestinas e vazamentos como motivos para desabastecimento

Além dos altos gastos de água, autarquia cita ligações clandestinas e vazamentos como motivos para desabastecimento

O Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP) confirmou problemas no abastecimento de água que afetam pelo menos sete bairros da cidade. Entre os bairros afetados estão Jardim Paiva, Jamil Semikuri, City Ribeirão, Parque dos Servidores, Lagoinha e Parque Ribeirão.

Aumento no Consumo e Desperdício

Segundo o superintendente do DAERP, Marco Antônio dos Santos, o desabastecimento é resultado do aumento no consumo de água, que cresceu 30% nas últimas semanas. Esse aumento é atribuído à falta de chuva e às altas temperaturas. Santos enfatizou a importância da conscientização e da responsabilidade de cada cidadão no uso da água, um recurso comum a todos. Ele também destacou que a rede de distribuição de Ribeirão Preto é interligada, o que significa que um problema em um bairro da zona sul pode ter consequências em bairros da zona norte.

Consumo Acima da Média e Ligações Clandestinas

O consumo de água em Ribeirão Preto está muito acima do recomendado pela ONU, que é de 110 a 120 litros por habitante. Atualmente, a cidade consome cerca de 260 litros por pessoa. Além disso, as ligações clandestinas também contribuem para o problema, causando ainda mais desperdício, já que não há pagamento pelo uso da água. Para combater essa situação, o superintendente anunciou a criação de uma tarifa social para moradores de favelas e um projeto de lei para multar quem for flagrado desperdiçando água limpa.

Vazamentos e Acordo com o GAEMA

Questionado sobre os altos índices de vazamento na cidade, que chegam a 30%, Marco Antônio dos Santos afirmou que, com a liberação de obras pela Justiça, a meta é reduzir esse índice para 20%. O ambientalista Paulo Finotti também comentou sobre o problema, ressaltando que o calor intenso aumenta o consumo de água pela população. Ele também apontou a existência de vazamentos significativos na rede de distribuição do DAERP, devido à falta de manutenção, materiais e pessoal.

No início do mês, a promotora de Justiça Cláudia Rabibi, do GAEMA (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente), informou que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) será firmado com o DAERP para garantir que, até 2019, as perdas na distribuição não ultrapassem 20%.

Diante do cenário, medidas estão sendo tomadas para mitigar os efeitos da crise hídrica e promover o uso consciente da água na cidade.

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