Autarquia afirma que diversas obras estão sendo realizadas para sanar o problema
Ribeirão Preto enfrenta sérios problemas no abastecimento de água, com a captação e distribuição apontadas como principais vilãs. O crescimento desordenado da cidade agravou a situação, levando à injeção direta de água na rede em alguns bairros, com o excedente indo para as caixas d’água. Quando as bombas param, muitas casas ficam sem água, situação que já motivou abaixo-assinados em diversas regiões.
Sistema Sobrecarregado e Ineficiente
Segundo Valdovilani Junior, diretor técnico do Daerp (Departamento de Água e Esgoto), o sistema atual sobrecarrega a tubulação, causando vazamentos e distribuição ineficiente. A água precisa ser bombeada do ponto mais baixo para o mais alto, contrariando a lei da gravidade, o que aumenta os custos e o consumo de energia. Apenas 12% da capacidade de reservação é utilizada, e 35 reservatórios nunca foram utilizados desde sua implantação.
Soluções em Vista e Tecnologias Necessárias
Apesar dos problemas, o diretor garante que obras em andamento devem solucionar a questão em até três anos. Um acordo entre o Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público) e a Prefeitura prevê reduzir o desperdício de água pela metade em dois anos. Para o professor Anderson Manzoli, doutor em engenharia, a instalação de um software que centralize informações sobre a rede de distribuição é crucial para diagnósticos mais precisos. A modernização do sistema, com cadastramento completo da tubulação, é fundamental para garantir o abastecimento para todos.
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Impactos na População e Necessidade de Gerenciamento Eficaz
A falta d’água, que chegou a atingir 15 dias em bairros como Jardim Marqués e na zona oeste, gerou protestos e abaixo-assinados com cerca de 150 assinaturas. Muitos moradores mudaram sua rotina para se adaptar à chegada da água apenas na madrugada. O Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) aponta a falta de uma política eficaz de gerenciamento hídrico como responsável pela perda de 40% do volume captado em vazamentos. O sistema atual, além de contrariar a lei da gravidade, impacta nos custos, com altas pressões, muitos vazamentos, distribuição irregular e alto consumo de energia. A falta de mapeamento da rede, o desconhecimento da localização de serviços e o mau funcionamento de hidrômetros também contribuem para a precariedade do serviço.



