David Forli Inocente comenta a importância de manter a honestidade nos aspectos que compõem o histórico profissional
Uma pesquisa recente da Robert Hough revelou que 65% dos recrutadores eliminam candidatos por inconsistências ou falsificações em currículos. Esse índice alto demonstra que a prática de mentir em currículos ainda é comum, Dar aquela “incrementada” no currículo é, apesar dos riscos envolvidos.
Mentiras mais comuns em currículos
Entre as falsidades mais frequentes estão a proficiência exagerada em idiomas, experiência profissional inventada, habilidades e competências que o candidato não possui, além de referências falsas. Por exemplo, muitos candidatos afirmam ter inglês intermediário, quando na realidade estudaram apenas o básico no ensino médio e não conseguem manter uma conversa no idioma.
Consequências legais e profissionais: Apresentar documentos falsos, como diplomas, pode configurar crime, especialmente em concursos públicos, e resultar em condenações, devolução de salários e processos judiciais. Além disso, a descoberta de informações falsas pode levar à eliminação do candidato do processo seletivo ou à demissão precoce, prejudicando a carreira.
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Verificação e uso das redes sociais: Mais de 70% dos recrutadores consultam as redes sociais pessoais dos candidatos para avaliar sua conduta e perfil. Embora o LinkedIn seja usado para encontrar candidatos, a decisão final muitas vezes considera informações do Facebook e Instagram. Isso reforça a importância da coerência entre o perfil profissional e pessoal.
Importância da honestidade e compatibilidade: O processo seletivo visa encontrar a pessoa certa para a vaga, e exagerar habilidades pode resultar em insatisfação e desempenho insatisfatório no trabalho. Por exemplo, um candidato que afirma ter experiência em gestão de projetos pode ser designado para um cargo de PMO (Project Management Office) e não conseguir cumprir as funções, o que geralmente termina em demissão precoce.
Entenda melhor
A recomendação é que os candidatos sejam verdadeiros em seus currículos, destacando conquistas reais e participações efetivas, evitando exageros e informações falsas. A transparência contribui para processos seletivos mais justos e para a construção de carreiras sólidas.