Informação foi dada pelo candidato à Prefeitura de Ribeirão derrotado no primeiro turno, Wagner Rodrigues, em delação premiada
Novas revelações no caso de desvio de dinheiro público envolvendo a prefeita de Ribeirão Preto, Darci Vera, vêm à tona com a delação premiada do ex-presidente dos sindicatos servidores, Wagner Rodrigues. Ele se junta à ex-advogada dos sindicatos, Maria Zueli Alves Librandi, nas acusações de que a prefeita se beneficiou de um esquema milionário.
Detalhes da Delação Premiada
Wagner Rodrigues confirmou em depoimento que tinha conhecimento do desvio de dinheiro dos cofres públicos e que participou de uma reunião em 2012 com Maria Zueli e Sandro Rovane para discutir a partilha de R$ 69 milhões. Esse valor seria referente aos honorários que Maria Zueli tinha direito a receber de um processo contra a prefeitura por perdas salariais do plano Collor.
Segundo Rodrigues, Darci Vera receberia R$ 4 milhões, enquanto Marco Antônio dos Santos, superintendente da Coderp, ficaria com R$ 2 milhões. Os sindicatos servidores e um advogado não identificado receberiam R$ 11,8 milhões cada, e o restante, R$ 33 milhões, seriam destinados a Maria Zueli Alves Librandi.
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Pagamentos e Insatisfação
Após a prefeitura começar a pagar os honorários em 2013, Maria Zueli passou a receber pedidos de Darci Vera para pagar suas contas pessoais. Escutas telefônicas, autorizadas pela justiça, revelam a insatisfação da advogada em pagar propina a Marco Antônio dos Santos. Em conversas, ela expressa sua indignação com a pressão para dar mais dinheiro e a chantagem que sofria.
Cheques e Saques
De acordo com a delação de Wagner Rodrigues, Maria Zueli entregava cheques não nominais para Sandro Rouvani, que os repassava para Rodrigues. Em relação à prefeita Darci Vera, a advogada afirmou que sacava o dinheiro pessoalmente para não levantar suspeitas.
As novas informações complicam a situação de Darci Vera, que já havia sido acusada por Maria Zueli de ter suas contas de cartão de crédito pagas com recursos desviados. O advogado criminalista Edvard de Souza Pereira ressalta a importância de que a delação seja amparada por provas e que o Ministério Público faça um cruzamento de dados para evitar que a delação se torne uma simples tentativa de obter benefícios sem colaborar com a apuração da verdade.
A defesa de Darci Vera, representada pela advogada Claudia Seixas, alega não ter tido acesso à delação de Wagner Rodrigues e que o depoimento não altera o trabalho da defesa. Os advogados dos demais envolvidos não foram encontrados para comentar o assunto.
O caso continua a se desenrolar, com novas informações surgindo e a necessidade de comprovação das acusações para que a justiça seja feita.



