Com tudo mais caro a população está doando menos e as ongs não conseguem ajudar todos que precisam; confira como ajudar
A fome aumenta em Ribeirão Preto, com cerca de 5 mil pessoas dependendo de cestas básicas da prefeitura, um aumento significativo em relação às 3 mil do ano passado. O encarecimento dos alimentos e a redução das doações têm agravado a situação.
A realidade de famílias em situação de vulnerabilidade
Dona Iracema, uma idosa de 60 anos, que vive de doações, relata momentos de desespero por falta de comida. Ela reside na comunidade da Paz, na zona leste, onde 379 famílias enfrentam situação semelhante. O líder comunitário Edison Cebola afirma que as doações diminuíram drasticamente, impactando diretamente na alimentação das famílias, que muitas vezes passam o dia sem nenhuma refeição.
O impacto da crise na vida das pessoas
O casal Mário Augusto da Silveira e Isabel, também moradores da comunidade, ilustra a dificuldade. Desempregado e com a esposa doente, Mário depende de uma pequena aposentadoria para medicamentos e comida, descrevendo a sensação de fraqueza e mal-estar causada pela fome. A falta de alimentos também afeta o tratamento da esposa, que precisa de medicamentos constantes. A carne, por exemplo, é um luxo raro em suas refeições.
Números que refletem a situação
Dados do Banco de Alimentos da Prefeitura demonstram o crescimento da demanda: 2.800 pessoas atendidas em média em 2020, 3.000 em 2021 e cerca de 5.000 no primeiro semestre de 2023. A situação exige uma resposta urgente e solidária da sociedade. Para ajudar a comunidade da Paz, ligue para (16) 99391-4732. A ONG City também oferece apoio, pelo telefone (16) 99136-9885.



