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De Ivone Lara a Dagmar, primeiras mulheres a ganharem espaço em escolas de samba

Ouça a coluna 'CBN Mulher' com Heloisa Zaruh
mulheres escolas de samba
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As festas de Carnaval foram canceladas em 2021 devido à pandemia de Covid-19, mas a história da participação feminina nesse evento é rica e merece ser revisitada. A trajetória das mulheres no Carnaval demonstra uma luta constante por espaço e reconhecimento, marcada por conquistas e desafios persistentes.

O Carnaval e a ascensão feminina: dos bastidores aos holofotes

Desde as primeiras escolas de samba, fundadas no início do século XX, as mulheres estiveram presentes, inicialmente em alas como as de baianas e pastoras. Elas cantavam os sambas-enredo, abrindo caminho para a conquista de outros papéis. A primeira mulher a desfilar na bateria foi em 1939, e as primeiras compositoras de sambas-enredo surgiram na década de 1950. A partir dos anos 1930, com a conquista de direitos políticos e sociais, as mulheres também ganharam mais protagonismo nos desfiles, ocupando postos como passistas, rainhas de bateria e destaques de carros alegóricos.

Quebrando barreiras: o caminho para a liderança

Apesar dos avanços, a participação feminina em cargos de liderança nas escolas de samba ainda é limitada. A partir da década de 1990, com o aumento da escolaridade feminina, muitas mulheres passaram a participar do Carnaval não apenas como “mulatas”, mas como estudantes e trabalhadoras que sambam por prazer. Atualmente, embora existam mulheres em posições como mestras de bateria, carnavalescas e até presidentes, a representatividade feminina em cargos de poder ainda é baixa, refletindo a persistência de preconceitos e estruturas machistas.

O protagonismo feminino nos blocos de rua

Um movimento significativo de empoderamento feminino tem ocorrido nos blocos de rua. Mulheres estão criando seus próprios blocos, garantindo espaços seguros e confortáveis para se expressarem livremente, sem o assédio e os olhares masculinos controladores. Esses blocos, frequentemente organizados por mulheres ou exclusivamente femininos, contribuem para uma maior participação feminina ativa no Carnaval, com mulheres tocando instrumentos, montando bandas e criando seus próprios projetos. Apesar dos avanços, a busca por maior representatividade feminina em posições de liderança continua, sendo um trabalho constante de conscientização e superação de barreiras.

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