Média é de seis multas por dia, valor passa de R$ 300 mil; Diretor de Transportes da Transerp comenta o assunto
O Ministério Público (MP) de Ribeirão Preto abriu um inquérito para investigar denúncias sobre a qualidade do transporte público na cidade. As reclamações, registradas por passageiros na CBN, apontam problemas de manutenção nos ônibus, com portas abertas durante o trajeto, colocando a vida dos usuários em risco.
Portas Abertas e Acidentes
Um dos casos mais graves ocorreu em março, quando uma passageira foi arremessada de um ônibus com a porta aberta e quebrada, caindo em uma avenida no bairro Olhos d’Água. Vídeos mostrando portas abertas em outros ônibus também foram registrados recentemente.
Investigação e Possíveis Sanções
A investigação do MP revelou que as empresas de ônibus, gerenciadas pelo Consórcio PróUrbano, não contrataram seguro para cobrir acidentes com passageiros, descumprindo um decreto municipal de 2012. O promotor Carlos César Barbosa afirmou que, sem melhorias, a prefeitura pode cancelar o contrato com o consórcio. Uma ação civil pública está sendo preparada, e o MP busca providências junto ao poder público.
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Fiscalização e Soluções
A Transerp, responsável pela fiscalização, aplicou quase mil multas ao consórcio entre janeiro e maio deste ano, por falhas denunciadas pelos passageiros. O diretor de transportes da Transerp, Zé Mauro de Araújo, explicou que a fiscalização foi intensificada, com o aumento do número de fiscais, e que as multas são resultado de falhas operacionais, incluindo atrasos relacionados às obras dos corredores de ônibus. Ele também destacou os esforços para treinamento dos motoristas e a importância de comunicar qualquer problema com o veículo para evitar acidentes. A Transerp trabalha na solução dos problemas, em conjunto com o consórcio, e também em ações para melhorar a qualidade do serviço, como a construção de corredores de ônibus, a renovação da frota e a revisão da rede de linhas. Em relação à falta de seguro para passageiros, Zé Mauro explicou que o seguro de responsabilidade civil é obrigatório e que, apesar de ter sido cumprido até 2016, o consórcio deixou de cumpri-lo posteriormente, alegando problemas financeiros. A Transerp já comunicou a Secretaria da Administração sobre o caso, que está em processo sancionatório para aplicação de multa ao consórcio.
A situação do transporte público em Ribeirão Preto demonstra a necessidade de ações conjuntas entre o poder público, as empresas de ônibus e a população para garantir um serviço eficiente e seguro para todos os passageiros.



