Dados são da Secretaria de Segurança Pública e apontam que, em todos os casos, vítimas foram ameaçadas
Uma rede de lojas na zona norte de Ribeirão Preto foi assaltada três vezes em uma semana — De janeiro a maio deste ano, —. O proprietário acredita que o mesmo criminoso tenha cometido os três roubos e cobra maior presença policial para garantir a segurança do local.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, foram registrados 592 roubos na cidade nos cinco primeiros meses de 2024. Em todos os casos, os criminosos ameaçaram as vítimas.
Detalhes do último assalto: O último roubo ocorreu na Avenida Magid Simão Trad, no bairro Simione. Um homem entrou na loja, dirigiu-se ao caixa, mexeu nas gavetas, roubou uma pasta com dinheiro e fugiu rapidamente. Funcionários relataram que o assaltante agiu com ameaça e rapidez.
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O dono da rede, Endel Renato Espresola, informou que o prejuízo já ultrapassa R$ 3 mil e que a situação tem causado medo e queda no moral dos funcionários. Ele também ressaltou a ausência de policiamento ostensivo na região e afirmou que pretende investir em câmeras de segurança e contratação de vigilância privada.
Dados oficiais sobre criminalidade em Ribeirão Preto
O criminólogo Jean Alves analisou os números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública. Até maio, foram registrados 3.959 furtos de diversos tipos, incluindo veículos e patrimônio pessoal. Embora o número seja elevado, houve uma redução em relação ao ano anterior.
Em relação aos roubos, foram contabilizados 589 casos nos primeiros cinco meses de 2024, contra 829 no mesmo período de 2023, o que representa uma queda de aproximadamente 30%.
Sensação de insegurança e fatores sociais: Apesar da redução nos índices de furtos e roubos, a sensação de insegurança permanece entre moradores e comerciantes. Jean Alves explicou que os dados oficiais são confiáveis para crimes patrimoniais, pois a maioria das vítimas registra boletins de ocorrência. No entanto, ele destacou que a criminalidade é um fenômeno complexo, influenciado por diversos fatores sociais e econômicos.
O especialista ressaltou a importância de políticas públicas não criminais, como investimentos em espaços públicos, mobilidade urbana, educação e cultura, especialmente para jovens, como forma de prevenção ao crime.
Policiamento e tecnologia na prevenção: Jean Alves destacou o papel fundamental do policiamento ostensivo, incluindo unidades especializadas como o BAEP e a Força Tática, que atuam com base em planejamento estratégico conforme os índices criminais. A articulação entre a polícia militar, a polícia civil e a guarda civil metropolitana é essencial para o controle social formal e a responsabilização dos criminosos.
Além disso, o uso de tecnologia, como câmeras de monitoramento e inteligência artificial, tem contribuído para a prevenção e investigação dos crimes patrimoniais. Ribeirão Preto busca ampliar o monitoramento eletrônico e fortalecer a parceria entre o poder executivo, as forças policiais e as associações de moradores.
Entenda melhor
Os crimes patrimoniais, como furtos e roubos, têm como motivação principal o proveito econômico. A redução desses crimes depende de ações integradas que envolvam políticas sociais, culturais, educacionais e de segurança pública, além do investimento em tecnologia e policiamento especializado.



