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De música sertaneja muita gente gosta, mas será que todos sabem sua origem?

Desde o country americano, aos clássicos 'modões', gênero é um dos que mais evoluiu ao longo do tempo; ouça o 'Sala de Música'
De música sertaneja muita gente gosta
Desde o country americano, aos clássicos 'modões', gênero é um dos que mais evoluiu ao longo do tempo; ouça o 'Sala de Música'

Desde o country americano, aos clássicos ‘modões’, gênero é um dos que mais evoluiu ao longo do tempo; ouça o ‘Sala de Música’

Em um segmento do programa Sala de Música, na CBN, apresentadores e convidados discutiram a atual cena musical brasileira e as sobreposições com o country americano. A conversa passeou por shows, festivais, artistas em ascensão e pelas transformações sonoras que têm marcado rodeios e festas populares.

Palcos e festas: a mescla de estilos

Os participantes destacaram a diversidade das programações recentes: em um mesmo evento foi possível passar do sertanejo universitário ao pop e à música eletrônica. Nomes como Ana Castela, Luan Pereira e Alok foram citados como exemplos dessa pluralidade. As grandes festas de rodeio, como Barretos, buscam incorporar elementos do country americano ao line-up, trazendo artistas que representam uma estética mais próxima do rodeio tradicional dos Estados Unidos.

Raízes históricas e instrumentos

O debate recorreu às origens para explicar semelhanças e diferenças entre country e sertanejo. Ambos nascem da música do campo, mas com trajetórias distintas: enquanto o country americano foi influenciado por imigrações anglo-irlandesas e pela música de trabalho associada às plantações do Sul dos Estados Unidos, o sertanejo brasileiro foi profundamente marcado pela imigração italiana e pela tradição da viola caipira. A formação em dupla e certas ornamentações melódicas no sertanejo refletem, segundo os comentaristas, esse contato cultural com a música lírica europeia.

Ícones, lançamentos e reverberações internacionais

O debate também abordou repercussões recentes no cenário internacional: citou-se o álbum Cowboy Carter, de Beyoncé, lançado em 29 de março, como exemplo de como artistas pop de grande alcance podem revisitar e celebrar tradições negras do country. A participação simbólica de nomes como Willie Nelson, mencionada durante o programa, ilustra a relação entre narrativa, memória e rádio — um elemento nostálgicamente lembrado pelos apresentadores. Ainda foi mencionada a presença crescente de elementos do funk e do eletrônico em lançamentos sertanejos, o que reforça a ideia de que gêneros estão em constante hibridização.

Ao encerrar, os participantes reforçaram a noção de que o cenário musical é dinâmico: influências cruzadas, festivais cada vez mais ecléticos e as escolhas dos artistas mostram um mercado em transformação, onde tradições convivem com experimentações contemporâneas.

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