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Debate no Sesc discute papel dos homens no enfrentamento à violência contra mulheres

Roda de conversa exclusiva para homens aborda masculinidade, silêncio e responsabilidade coletiva
debate
Sté Frateschi

Um debate sobre o papel dos homens no enfrentamento à violência contra mulheres será realizado nesta quarta-feira (4), às 19h, no Sesc Ribeirão Preto. A proposta é refletir sobre como comportamentos e valores ensinados desde a infância influenciam práticas de violência.

O encontro será conduzido por Fausto Neto, mestre em saúde coletiva e terapeuta, dentro do projeto “Lugar de Escuta”. A atividade é gratuita e aberta ao público masculino, sem necessidade de inscrição prévia.

Violência estrutural

Durante entrevista à CBN, Fausto afirmou que a violência sexual e o feminicídio não começam no ato criminoso, mas na formação cultural e educacional dos meninos.

“A violência sexual não começa no ato, começa na forma como educamos os nossos meninos sobre desejo, poder e pertencimento”, disse.

Ele destacou que o silêncio masculino diante de casos de agressão também reforça comportamentos e contribui para a manutenção de uma cultura de omissão.

Educação e diálogo

Para o terapeuta, o enfrentamento à violência exige mais do que o endurecimento das leis, como a Lei Maria da Penha. Segundo ele, apenas a punição não é suficiente sem processos de conscientização e educação.

Fausto relatou que atua com grupos reflexivos de homens envolvidos em casos de violência e que muitos ainda associam agressão apenas à violência física, ignorando formas psicológicas, morais, sexuais e patrimoniais.

Ele defende que o debate precisa começar em casa, ser ampliado nas escolas e também ocupar espaços como redes sociais e ambientes de trabalho.

Mobilização masculina

O encontro no Sesc será exclusivo para homens e pretende discutir temas como educação sexual, masculinidade e responsabilidade coletiva diante da violência de gênero.

A proposta é ampliar a participação masculina no debate e estimular posicionamentos públicos contra práticas machistas. “Ficar em silêncio é ser conivente”, afirmou. O evento ocorre na unidade localizada na rua Tibiriçá, 50, em Ribeirão Preto.


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