Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta semana, mais uma elevação na taxa Selic, que atrásra atinge 12,25% ao ano. A medida, embora necessária para combater a inflação, reflete o cenário de ajustes de preços relativos que a economia brasileira vem enfrentando.
Ajuste Fiscal e a Luta Contra a Inflação
O combate à inflação no Brasil tem se baseado em um mix de políticas, com um peso crescente na área fiscal. O Ministério da Fazenda, juntamente com governos estaduais e municipais, tem implementado elevações de impostos e cortes de gastos públicos. No entanto, essas medidas fiscais, por si só, não seriam suficientes para conter a inflação, o que justifica a ação do Banco Central.
Impacto da Taxa de Juros e Perspectivas Futuras
A alta da taxa de juros, embora dolorosa no curto prazo, é vista como essencial para trazer a inflação brasileira de volta ao centro da meta de 4,5%. A expectativa é que, após anos acima de 6%, a inflação convirja para esse patamar em 2016. O Ministro Joaquim Levy reconheceu que o primeiro trimestre pode apresentar queda na atividade econômica, mas a medida visa garantir a estabilidade a longo prazo.
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Expansão da Liquidez na Europa e seus Efeitos no Brasil
O Banco Central Europeu (BCE) deve anunciar um pacote de compra de títulos da ordem de 1 trilhão de euros, expandindo a liquidez na zona do euro. Essa medida, semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos, Inglaterra e Japão, pode ser benéfica para o Brasil. A alta taxa de juros no país pode atrair um fluxo de capitais da Europa, compensando a baixa poupança interna. Além disso, uma melhora na economia europeia, um importante parceiro comercial do Brasil, pode impulsionar as exportações brasileiras.
Em resumo, as decisões recentes tanto no Brasil quanto na Europa visam a estabilidade econômica e o crescimento a longo prazo.