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Decisão do Fed e juros de 15% no Brasil expõem contraste e reacendem críticas à política monetária

Decisão do Fed e juros de 15% no Brasil expõem contraste e reacendem críticas à política monetária
Juros de 15% no Brasil
Decisão do Fed e juros de 15% no Brasil expõem contraste e reacendem críticas à política monetária

Decisão do Fed e juros de 15% no Brasil expõem contraste e reacendem críticas à política monetária

Analisamos hoje um turbilhão de informações econômicas, com destaque para as decisões do Fed nos Estados Unidos e do Banco Central do Brasil em relação às taxas de juros. Enquanto o Fed optou por uma leve redução, o Brasil manteve a taxa em um patamar alarmante. Vamos explorar os detalhes e as implicações dessas decisões.

Decisão do Fed e o Contexto Americano

O Banco Central americano reduziu a taxa de juros em 0,25%, uma medida amplamente esperada devido à desaceleração da economia e do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Um fenômeno interessante é a queda tanto na demanda quanto na oferta de trabalho, influenciada pela política migratória. No entanto, o aumento da produtividade, impulsionado pela inteligência artificial, tem compensado essa diminuição. Além disso, o Fed surpreendeu ao voltar a comprar títulos no mercado, injetando liquidez, o que gerou debates sobre a real situação da economia americana e possíveis problemas no mercado de crédito.

A Indignação com a Taxa de Juros Brasileira

Em contraste com os Estados Unidos, o Banco Central do Brasil manteve a taxa de juros em 15%, um valor considerado absurdamente alto por economistas. Apesar da queda na atividade econômica e da inflação, o Banco Central parece refém de uma análise excessivamente rigorosa do mercado financeiro. A inflação, medida pelo IPCA, está rodando em torno de 6,64%, próxima ao centro da meta, mas o Banco Central mantém uma taxa de juros real de 11%, um ônus desnecessário para a sociedade brasileira.

Efeitos Defasados e Perspectivas Futuras

A manutenção da taxa de juros em patamares elevados até a próxima reunião, no final de janeiro, é preocupante, considerando a queda na atividade econômica, a inflação controlada e o endividamento das famílias e empresas. O Banco Central justifica sua postura com a meta de inflação de 3%, mas poderia sinalizar uma redução, o que não ocorreu. A expectativa é que o Banco Central inicie um corte mais agressivo na taxa de juros em janeiro, possivelmente de 0,5% ou mais, impulsionado pela proximidade do ano eleitoral e pelas medidas de estímulo à economia.

Embora a redução da taxa de juros seja esperada para o próximo ano, o patamar ainda será elevado, mesmo com a inflação controlada. A taxa de juros neutra para o Brasil, que não prejudica nem acelera a economia, é de cerca de 4,5%. A esperança é que o Banco Central mude sua postura em janeiro, aliviando o fardo sobre a sociedade brasileira.

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