Caso passe, mudança cria condições para que as redes sociais respondam judicialmente por posts de terceiros; entenda mais
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, Decisão do STF visa alterar dinâmica, por 7 votos a 1, iniciar uma mudança significativa na interpretação do Marco Civil da Internet. A partir dessa decisão, as redes sociais poderão ser responsabilizadas judicialmente por publicações feitas por terceiros, mesmo sem uma ordem judicial prévia.
Ministros como Gilmar Mendes, Flávio Dino e o presidente do STF, Luiz Fux, apoiaram a medida, enquanto André Mendonça se posicionou contra. A decisão pode alterar profundamente a dinâmica digital no Brasil, pois as empresas poderão moderar conteúdos de forma proativa, o que levanta preocupações sobre possíveis ameaças à liberdade de expressão e à inovação. Por outro lado, há quem veja a medida como um instrumento para combater ilegalidades e proteger a democracia.
Contexto e motivação da decisão: Segundo o professor Eduardo Suárez, colunista especializado em mundo digital, a iniciativa busca responsabilizar as grandes empresas de tecnologia, como Google, Meta e Telegram, que atualmente têm pouca responsabilidade sobre o conteúdo que circula em suas plataformas. Atualmente, a retirada de conteúdos considerados ilegais ou prejudiciais depende de uma decisão judicial, o que, segundo o STF, não tem sido eficaz para coibir crimes como discurso de ódio, fraude e pornografia infantil.
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Implicações para a liberdade de expressão
O professor Suárez destacou que a medida pode gerar um aumento na moderação preventiva de conteúdos pelas plataformas, o que pode resultar em censura antecipada, especialmente afetando pequenos negócios que utilizam as redes sociais para divulgação. No entanto, ele ressaltou que a intenção não é censurar, mas regular o ambiente digital, comparando a necessidade de regras no mundo digital com as existentes no mundo físico.
Impactos para empresas e modelo de negócios: A decisão também pode impactar o modelo de negócios das empresas que operam no Brasil, exigindo investimentos maiores em equipes de moderação e no uso de inteligência artificial para evitar penalidades. Grandes empresas como Meta e Google já têm adotado filtros para evitar a circulação de conteúdos ilegais e podem ajustar suas operações no país para se adequar às novas exigências.
Entenda melhor
O Marco Civil da Internet, vigente no Brasil, estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet. A mudança promovida pelo STF representa uma guinada na responsabilização das plataformas digitais, que passam a ter um papel mais ativo na moderação de conteúdos, mesmo sem ordem judicial, buscando um equilíbrio entre liberdade de expressão e combate a ilegalidades.