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Declaração de Ana Moser, Ministra do Esporte, sobre eSports desagrada meio dos jogos eletrônicos

Moser afirmou que os games não se configuram como esporte, mas sim como entretenimento; confira repercussão na coluna!

Moser afirmou que os games não se configuram como esporte, mas sim como entretenimento; confira repercussão na coluna!

A declaração da ministra do Esporte, Ana Moser, de que o esporte eletrônico não é uma modalidade esportiva, gerou polêmica no meio esportivo. Para Nicolás Bóck, especialista em direito do esportivo e games, a posição da ministra é problemática por diversos motivos.

A Subjetividade da Definição de Esporte

Bóck argumenta que a definição do que constitui um esporte é muitas vezes subjetiva. Diversas modalidades já foram questionadas: o xadrez, por não exigir esforço físico; o automobilismo, por se limitar à direção; o tiro esportivo, por ser considerado apenas o ato de apertar um gatilho; o skate, associado a estereótipos negativos; e a vaquejada, por envolver animais. Ele destaca que a visão individual sobre o que é esporte não deve ser o critério para políticas públicas.

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A Importância das Políticas Públicas para o Esporte Eletrônico

Para o especialista, o Estado deve enxergar o esporte eletrônico como uma atividade econômica relevante, necessitando de políticas públicas para seu desenvolvimento. Ele aponta a importância de garantir os direitos trabalhistas e humanos dos atletas, além de segurança jurídica por meio de contratos e leis específicas. Bóck destaca o sucesso do esporte eletrônico em promover a socialização durante a pandemia, com a participação de grandes nomes da cultura brasileira como Manu Brown, Alok e Anitta.

O Impacto da Classificação e o Futuro do Esporte Eletrônico no Brasil

A falta de reconhecimento do esporte eletrônico como modalidade esportiva pode ter consequências graves. A ausência de contratos específicos, como o contrato especial de trabalho desportivo, inviabilizaria o mercado. O Brasil, com a terceira maior torcida de e-sports do mundo, perderia oportunidades de crescimento econômico. Países como a Coreia do Sul e os Estados Unidos já possuem legislações mais avançadas, oferecendo bolsas de estudos e regulamentações para atletas de e-sports. A falta de reconhecimento no Brasil pode levar empresas a se instalarem em países vizinhos, prejudicando a economia nacional. Apesar da falta de liderança unificada no setor, iniciativas como a cartilha do comitê Lula Play buscam dialogar com o governo para promover mudanças e garantir o desenvolvimento do esporte eletrônico no Brasil.

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