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Declaração do Ministro da Fazenda a CBN Ribeirão gera polêmica

Henrique Meirelles disse que reavalia a política de preços da Petrobras; nosso colunista Nelson Rocha Augusto comenta
Declaração Ministro Fazenda
Henrique Meirelles disse que reavalia a política de preços da Petrobras; nosso colunista Nelson Rocha Augusto comenta

Henrique Meirelles disse que reavalia a política de preços da Petrobras; nosso colunista Nelson Rocha Augusto comenta

Após o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, declarar que o governo federal busca alternativas para repassar os ajustes de preços da gasolina e do diesel, o assunto gerou debates acalorados. A declaração repercutiu nacionalmente e levantou questionamentos sobre a relação entre o governo e a Petrobras.

A Política de Preços da Petrobras

Segundo Nelson Rocha Augusto, colunista de economia da CBN Ribeirão Preto, o ministro, apesar de sua experiência, pode ter se expressado de forma inadequada. A política de preços da Petrobras é transparente, e a empresa enfrenta concorrência de importadoras que praticam preços abaixo do mercado internacional. Essa situação complexa, de alçada da Petrobras, demandará discussões prolongadas.

Cenário Internacional e Previsões

Augusto destaca a possibilidade de redução no preço do petróleo devido à expansão da oferta global. Com o preço do barril em torno de 66 dólares (chegando a 70 dólares recentemente), e previsões de média anual em 55 dólares, há espaço para queda nos preços do petróleo, gasolina, diesel e etanol. A proximidade da safra de cana-de-açúcar também contribui para essa perspectiva.

Autonomia da Petrobras e o Papel do Governo

A Petrobras rebateu a afirmação do ministro, declarando que os preços praticados são de sua exclusiva responsabilidade. Como empresa de economia mista, a Petrobras precisa atender a seus acionistas e à sociedade, buscando um preço que remunere adequadamente sua atividade e garanta participação de mercado. A interferência governamental, como em experiências passadas, é considerada prejudicial. Embora a discussão sobre novas formas de repasse de reajustes persista, Augusto acredita que a interferência governamental não é recomendada, pois prejudica a credibilidade e a estabilidade do mercado. A experiência com o gás natural, onde o congelamento de preços gerou problemas, serve como alerta. Outro ponto crucial é o poder de mercado de distribuidores e varejistas, que formam um oligopólio, impactando diretamente nos preços finais ao consumidor.

Em suma, o debate sobre os preços dos combustíveis envolve diversos fatores complexos, desde a política de preços da Petrobras e a conjuntura internacional até o poder de mercado dos distribuidores. A busca por soluções equilibradas e transparentes é fundamental para garantir o abastecimento e a estabilidade econômica do país.

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