Barretos e Ribeirão devem ter temperaturas de até 38°C e umidade do ar entre 12% e 21%; mês de setembro é visto como crítico
O diretor de comunicação da Defesa Civil do Estado de São Paulo, Defesa Civil mantem alerta de risco elevado para incêndios para interior do estado de São Paulo, capitão Roberto Farina Filho, confirmou a renovação dos alertas para risco elevado de incêndios na região de Ribeirão Preto e áreas próximas, onde ainda existem focos ativos. O alerta, que teve início na última quinta-feira, permanece devido à ausência de previsão de chuvas e à baixa umidade relativa do ar nos próximos dias.
Condições climáticas críticas na região
Segundo o capitão Farina, a região de Ribeirão Preto, incluindo cidades como Barretos, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Araçatuba, enfrenta um cenário emergencial com umidade relativa do ar prevista entre 14% e 21% e temperaturas que podem alcançar até 38 graus Celsius, com sensação térmica ainda maior. Em Barretos, por exemplo, foi registrada umidade relativa do ar próxima a 7% no dia 14 de atrássto, uma das mais baixas do Brasil.
Impactos e medidas de prevenção: O baixo índice de umidade e as altas temperaturas aumentam o risco de incêndios, muitos deles causados por ação humana. Por isso, o governo do estado, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, mobilizou um gabinete de crise que conta com mais de 15 mil agentes públicos e privados para atuar nas áreas mais críticas. Entre as ações estão a intensificação da fiscalização, o fechamento de parques e o monitoramento constante dos focos de incêndio.
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Coordenação entre órgãos e estratégias adotadas: Está prevista uma reunião com secretários estaduais, como o coronel Índio, coordenador da Defesa Civil, e os secretários do Meio Ambiente, Investimentos e Comunicação, para definir novas estratégias de enfrentamento. O trabalho está dividido em três eixos principais: prevenção, com campanhas de conscientização e fiscalização; preparação, com reforço de equipamentos para brigadistas e bombeiros; e resposta, com o combate direto aos incêndios, inclusive com o uso de aeronaves para acessar áreas de difícil alcance.
Fatores ambientais agravantes: Além das condições locais, a região sofre com a interrupção do chamado corredor de umidade amazônico, que normalmente traz umidade da Amazônia e do Pantanal para amenizar o clima. A estiagem na Amazônia compromete esse corredor, reduzindo a chegada de chuvas na região de Ribeirão Preto e Barretos, o que agrava ainda mais a situação.
Informações adicionais
O capitão Farina ressaltou a importância da população evitar atividades que possam iniciar incêndios, como queimadas e o uso de fogo em áreas abertas. Também recomendou cuidados com a saúde, especialmente para idosos e crianças, devido à fumaça proveniente dos incêndios, que tem afetado cidades como São Simão, Altinópolis e Jardinópolis. O governo estadual mantém um comitê de crise ativo e reforça a colaboração entre órgãos públicos, setor produtivo e sociedade para enfrentar o período crítico, que deve se estender até setembro.



