Capitão da Polícia Militar, Roberto Farina, dá detalhes do sistema que auxilia na operação SP Sem Fogo
O combate a incêndios florestais no estado de São Paulo conta com o apoio de ferramentas tecnológicas cada vez mais sofisticadas. De acordo com o capitão Roberto Farina, diretor de comunicação da Defesa Civil do Estado, o monitoramento preciso do tempo, temperatura e umidade relativa do ar é fundamental para a prevenção.
Monitoramento em Tempo Real e Mapas de Risco
A Defesa Civil utiliza satélites e mapas em tempo real para monitorar e prever focos de incêndio. O mapa de risco de incêndio, ferramenta preventiva baseada em modelos meteorológicos, identifica a probabilidade de incêndios em diferentes regiões, classificando o risco em níveis de cores (cinza – sem risco, amarelo – baixo, laranja – alto, vermelho – altíssimo e roxo – risco de maior gravidade). Esse sistema permite orientar a população e direcionar ações preventivas.
Tecnologia e Prevenção
Além do mapa de risco, o sistema SMAC, que utiliza quatro satélites, monitora em tempo real os focos de incêndio já em andamento, fornecendo informações cruciais para o envio de agentes e atuação da aviação, se necessário. A Defesa Civil trabalha em conjunto com a Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros, CETESB, DER, Fundação Florestal, Secretaria do Meio Ambiente e Secretaria de Segurança Pública na Operação São Paulo Sem Fogo, integrando esforços para combater os incêndios.
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Combate e Conscientização
A Defesa Civil também investe na formação de brigadas de incêndio, fornecendo equipamentos e treinamento aos agentes municipais. A combinação de tecnologia, treinamento e conscientização da população é crucial para reduzir os índices de incêndios. Atitudes como evitar soltar balões, descartar bitucas de cigarro de forma correta e ter cuidado ao lidar com fogo são fundamentais para a prevenção de acidentes.
Com a integração de tecnologias e a preparação dos agentes, a Defesa Civil busca minimizar os impactos da estiagem e proteger vidas e o meio ambiente. A redução significativa de focos de incêndio entre 2021 e 2022 demonstra a eficácia das estratégias empregadas.



