Empresário é réu no processo sobre a morte de Marcos Delefrate, atropelado durante os protestos do dia 20 de junho de 2013
Começou nesta quarta-feira a audiência sobre a morte do estudante Marcos Delefrat, ocorrida em 20 de junho de 2013, durante um protesto em Ribeirão Preto. A audiência, com duração de três dias, ouvirá 33 testemunhas entre acusação e defesa.
A Defesa e a Legalidade da Ação
Wagner Simões, advogado de Aleksandro Xsato, o empresário acusado de atropelar e matar Marcos Delefrat, argumenta que seu cliente se encontrava em plena legalidade ao sair do supermercado e não foi avisado sobre a manifestação. Ele ressalta que a manifestação não possuía autorização e que algumas vítimas sequer sabiam o nome do protesto do qual participavam.
A Sequência de Eventos e a Perícia
Segundo a defesa, Aleksandro tentou negociar por três minutos e meio para passar pela multidão, mas começou a receber golpes e agressões. Ao tentar passar, acabou atropelando algumas pessoas. A perícia constatou que Marcos estava deitado ou sentado na pista, fora do campo de visão de Aleksandro. A causa da morte foi hemorragia cranioencefálica, possivelmente agravada pelas tentativas de reanimação no local.
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Histórico e Testemunhas
A defesa contesta a alegação de que Aleksandro possui histórico de agressividade, mencionando apenas um boletim de ocorrência familiar. Eles também planejam dispensar as testemunhas de acusação, argumentando que as provas materiais existentes demonstram que Aleksandro não teve a intenção de causar a morte ou as lesões. Imagens do supermercado mostram Aleksandro caminhando tranquilamente com sua namorada, o que, segundo a defesa, desmente a alegação de que ele estaria sob efeito de entorpecentes.
As audiências, que se iniciaram dois anos e dez dias após o acidente, buscam esclarecer as circunstâncias da morte de Marcos Delefrat e determinar a responsabilidade de Aleksandro Xsato.



