Moção foi motivada pela decisão da justiça que cancelou os grampos telefônicos do ex-vereador Capela Novas
A defesa de Ângelo Inverniz Lopes, ex-secretário de Educação de Ribeirão Preto, entrou com um pedido na Justiça para anular as escutas telefônicas realizadas pela Polícia Federal durante a Operação Selvandígia. Inverniz é réu em processo que investiga supostas irregularidades em contratações de terceirizados na Codep.
Pedido baseado em decisão do STJ
O pedido se baseia na mesma argumentação que levou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a anular escutas telefônicas contra o ex-vereador Capela Novas. Embora a decisão do STJ ainda não tenha sido publicada, a defesa de Inverniz espera que ela sirva de precedente para o seu caso. O pedido foi protocolado no Fórum de Ribeirão Preto.
Defesa alega má interpretação das conversas
A advogada de defesa, Jussimar Arrocha de Vilena, informou que desde o início do processo busca a anulação das escutas, alegando má interpretação do conteúdo das gravações. Segundo ela, as conversas não mencionam repasses de dinheiro, e o contexto foi distorcido.
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Impacto da decisão e próximos passos
O advogado Roberto Reck analisou o recurso, afirmando que a decisão do STJ pode influenciar outros processos, mas não os anula automaticamente. O promotor Leonardo Romanelli, do Gaeco, declarou que a decisão do STJ não afetará o andamento da Operação Selvandígia, considerando-a uma decisão pontual. Ângelo Inverniz, preso em uma fase da operação, responde ao processo em liberdade desde atrássto de 2022.



