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Defesa de avô pede revogação de prisão em caso de morte de criança em Ribeirão Preto

Advogado afirma que vai solicitar habeas corpus e nega participação do avô na morte de Sophia, que apresentava sinais de tortura e desnutrição
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A defesa de José dos Santos, de 42 anos, deve pedir a revogação da prisão preventiva e solicitar habeas corpus após a morte da menina Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, em Ribeirão Preto. A criança morreu com indícios de tortura, segundo as investigações.

O advogado do avô, que tinha a guarda informal da criança, esteve na Central de Polícia Judiciária na manhã desta quinta-feira (19) e afirmou que vai buscar comprovar a inocência do cliente. José dos Santos está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade.

Segundo o advogado Luís Felipe Rice Perrone, o avô nega qualquer participação nas agressões e na morte da criança. A defesa sustenta que ele não teve relação com os maus-tratos apontados na investigação.

“De acordo com o relato dele, inclusive no próprio interrogatório, nós vamos buscar comprovar a inocência dele, que ele não teve nenhuma relação com esse fato, com esse resultado morte e também nenhuma relação com a situação de maus tratos, que inclusive própria Karen em seu depoimento em seu interrogatório relata que ele nunca agrediu a criança e nunca fez nenhum mal a essa criança”, comentou a defesa do avô.

Ainda de acordo com o advogado, o avô relatou que passou a desconfiar das agressões praticadas por Karen Tamires Marques, de 33 anos, companheira dele, mas que inicialmente teria recebido justificativas de que os machucados seriam resultados de quedas da criança.

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Investigação

A menina já estava morta quando foi levada pelo avô à UPA da Treze de Maio, nesta quarta-feira (18). Conforme o delegado seccional Sebastião Vicente Piscinato, a criança apresentava hematomas em diferentes partes do corpo e com colorações distintas, além de sinais de desnutrição e perda capilar.

Para a autoridade policial responsável pelo caso, os indícios apontam que Sophia vinha sendo vítima recorrente de maus-tratos sob os cuidados do avô e da companheira dele. Karen confessou ter esganado a criança. A guarda exercida pelo avô era informal. Segundo relato apresentado pela defesa, ele teria levado a neta da cidade de Itapetininga para Ribeirão Preto com o objetivo de oferecer melhores condições, já que a mãe seria dependente química.

O inquérito deve ser finalizado nos próximos dias. A Polícia ainda analisa os celulares dos dois investigados para apurar detalhes do caso. Os dois permanecem presos sob suspeita de praticarem tortura contra a criança. A Defensoria Pública informou, em nota, que acompanha a defesa de Karen Tamires Marques, que foi assistida na audiência de custódia. O caso segue em investigação.

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