Defesa de Bigodini pede arquivamento de processo que pode cassar vereador
Acompanhamos de perto os desdobramentos da política local. Hoje, o foco se volta para o caso envolvendo o vereador Bigodini, de Ribeirão Preto, e o processo que pode culminar em sua cassação. A defesa do vereador já se manifestou, e o Conselho de Ética da Câmara Municipal está analisando o caso.
A Defesa de Bigodini e o Pedido de Arquivamento
Os advogados de Roger Bigodini, do MDB, protocolaram junto ao Conselho de Ética da Câmara um pedido de arquivamento do processo. A alegação principal é que os fatos narrados não configuram uma quebra de decoro parlamentar, conforme previsto no código de ética da Casa. A defesa argumenta que o acidente, embora reconhecendo o envolvimento do vereador, carece de nexo causal com o exercício de sua função legislativa. Além disso, ressaltam a existência de declarações contraditórias, ainda sob investigação pela Polícia Civil.
Análise do Conselho de Ética e as Implicações Legais
O Conselho de Ética oficializou o recebimento da defesa e das informações preliminares da Polícia Civil. O presidente do conselho, vereador Dinho Ramos, confirmou que os documentos foram juntados aos autos. O acidente em questão ocorreu no final do mês anterior, envolvendo o vereador e sua namorada em um incidente que resultou na derrubada de uma árvore e um poste. A Polícia Civil investiga possíveis crimes de fraude processual, autoacusação falsa e embriaguez ao volante. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o vereador saindo do carro pelo lado do motorista, o que intensifica as suspeitas. A polícia militar registrou que Bigodini apresentava sinais de embriaguez.
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O Debate sobre Decoro Parlamentar e a Dignidade do Mandato
A discussão central gira em torno da interpretação do decoro parlamentar e se o caso em questão se enquadra como uma quebra desse decoro. A defesa busca desvincular a figura pessoal do vereador de sua função parlamentar, argumentando que o caso se refere à vida privada. No entanto, o Conselho de Ética deve analisar se a conduta do vereador, mesmo fora do exercício direto de sua função, compromete a dignidade e o respeito que o cargo exige. A questão do respeito às leis, incluindo o Código de Trânsito Brasileiro, também é um ponto crucial a ser considerado.
O Conselho de Ética tem um prazo de 180 dias para concluir a avaliação e decidir sobre o futuro do mandato de Bigodini. Acompanharemos de perto os próximos capítulos dessa história.