Pedido vai ser julgado na terça (6); Longo é suspeito de aplicar uma superdosagem de insulina no menino, à época com 3 anos
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília analisará, no dia 6 de dezembro, um novo pedido de habeas corpus para Guilherme Longo, acusado do homicídio do menino Joaquim Pontes em 2013. O pedido foi feito pelo advogado Antônio Carlos de Oliveira, que defende Longo.
Pedido de Habeas Corpus e Mudança de Local do Julgamento
O advogado de Guilherme Longo argumenta que o julgamento não deveria ocorrer em Ribeirão Preto, cidade onde o crime aconteceu. Ele alega que a cidade não oferece segurança suficiente para o réu, devido à grande repercussão do caso e à possibilidade de parcialidade dos jurados. O pedido de habeas corpus visa, portanto, a mudança de local do julgamento.
O Caso Joaquim Pontes
Joaquim Pontes foi encontrado morto em novembro de 2013 no Rio Pardo, em Barretos. O Ministério Público acusa Guilherme Longo, padrasto da criança, de ter usado uma alta dose de insulina para matá-lo e ocultar o corpo. Longo foi preso em 2018 após ser extraditado da Espanha, para onde havia fugido em 2016. Ele responde por homicídio triplamente qualificado.
Desdobramentos e Situação Atual
A mãe de Joaquim, Natália Pontes, também é ré no processo, acusada de omissão. Seu julgamento foi desmembrado do de Guilherme Longo. Apesar da prisão de Longo e do andamento do processo, a data do júri ainda não foi definida. A defesa de Longo busca evitar o julgamento em Ribeirão Preto, alegando riscos para o réu e a possibilidade de parcialidade do júri. O caso, que gerou grande comoção pública, continua em andamento após anos de investigações e processos judiciais.



