Antônio Carlos, advogado do réu, busca saber sobre a possibilidade de identificação de insulina no organismo de Joaquim
O quarto dia de julgamento do caso do menino Joaquim, em Ribeirão Preto, prometeu mais movimentações no fórum. O júri, que se iniciou às 10h, contou com a presença do repórter Rodolfo Tiengo, que acompanhou os acontecimentos e trouxe detalhes sobre o andamento do processo.
Testemunhas e Perícias
O dia foi marcado pelo depoimento de oito testemunhas, principalmente profissionais da área médica e pericial. Entre eles estavam o pediatra de Guilherme Longo (padrasto de Joaquim), uma professora de Joaquim, médicos psiquiatras e legistas que realizaram a autópsia. Estas testemunhas trouxeram novas informações relevantes para a definição do caso, auxiliando os jurados na tomada de decisão.
A Defesa e suas Alegações
A defesa de Guilherme Longo focou em explorar possíveis falhas na perícia realizada na casa da família. O advogado de Guilherme destacou a ausência de análise em um lençol supostamente encharcado de urina de Joaquim, alegando que essa análise poderia revelar vestígios de insulina. A defesa também apresentou um novo argumento: três testemunhas afirmaram que Guilherme fugiu para a Espanha devido a ameaças de traficantes, e não apenas por conta do processo.
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Desdobramentos e Próximos Passos
O julgamento acontece sob sigilo, impossibilitando a cobertura completa da imprensa. Até o final da semana, 33 testemunhas serão ouvidas (a irmã de Guilherme usou o direito de não depor). O interrogatório dos réus, Guilherme Longo e Natália Ponte (mãe de Joaquim), está previsto para sábado. O caso continua gerando grande expectativa, com todos aguardando a decisão final sobre a culpabilidade de ambos.



