Entre os objetos pegos está uma carta que seria peça-chave na investigação do maior esquema de corrupção de Ribeirão Preto
Documentos apreendidos após o suicídio do empresário Marcelo Plastino geram controvérsia em Ribeirão Preto.
Documentos apreendidos sem mandado?
A defesa do ex-vereador Maurílio Romano questiona a legalidade da apreensão de documentos no apartamento de Marcelo Plastino, ocorrida em novembro do ano passado, após o empresário cometer suicídio. O advogado argumenta que os promotores não possuíam mandado de busca e apreensão na ocasião. Esses documentos são considerados de grande importância para as investigações da Operação Cervandija, conduzida pelo Gaeco e Polícia Federal.
Promotoria se defende
O promotor Marcos Túlio Nicolino rebate as alegações, afirmando que a Polícia Civil recolheu as provas no local, considerado cena de crime. Segundo ele, a presença tanto do Ministério Público quanto da Polícia Civil era justificada, e as ações foram tomadas dentro da legalidade. Os documentos foram posteriormente encaminhados ao Gaeco por sua relevância para a Operação Cervandija.
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Importância das provas e próximos passos
Os documentos em questão são relevantes em duas frentes: a investigação sobre o suicídio de Marcelo Plastino e a Operação Cervandija, por conterem informações sobre pessoas envolvidas em fraudes e desvios de dinheiro. As pessoas citadas na lista deixada por Plastino negam ter recebido dinheiro do empresário. A decisão final sobre o pedido de anulação da apreensão caberá ao juiz da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto.
Aguarda-se o posicionamento da justiça sobre o pedido da defesa, que questiona a validade das provas obtidas após o suicídio do empresário. O caso permanece em desenvolvimento.



