A defesa de Larissa Batista pediu à Justiça de Ribeirão Preto que ela deixe a prisão preventiva e responda em liberdade ao processo em que é acusada de tentar matar o namorado, Adenilson Parente, com uma substância colocada em um açaí. O pedido foi apresentado após a audiência de instrução realizada nesta terça-feira (2).
Segundo a advogada Jéssica Noé, com o encerramento da produção de provas orais, não haveria mais risco de Larissa interferir no processo. A defesa afirma que o pedido de liberdade não trata, neste momento, da discussão sobre a culpa da acusada, que será abordada nas alegações finais.
Pedido de liberdade
A advogada disse que tanto a defesa quanto a acusação entendem que não haveria necessidade de manter Larissa presa neste momento. O pedido agora está sob análise da juíza responsável pelo caso.
Após a manifestação da Justiça sobre a liberdade, Ministério Público e defesa ainda deverão apresentar as alegações finais. Na sequência, a Justiça decidirá os próximos passos do processo, incluindo a possibilidade de um júri popular.
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Durante a audiência, familiares de Adenilson também prestaram depoimento. O irmão dele, Aleísson Parente, afirmou que a principal satisfação da família é saber que Adenilson sobreviveu e que espera que o caso seja esclarecido.
Investigação policial
O delegado da DIG, Fernando Bravo, participou da audiência como testemunha e afirmou que a Polícia Civil mantém a conclusão apresentada no inquérito. Segundo ele, a investigação foi encerrada e apontou Larissa como responsável pela tentativa de homicídio.
O caso começou em fevereiro, quando Adenilson foi internado em estado grave no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto após consumir um açaí. Ainda no hospital, ele relatou ter percebido cheiro e gosto estranhos no alimento, que teria lembrado óleo queimado.
A perícia realizada no copo encontrou terbufós, um agrotóxico altamente tóxico e um dos princípios ativos que podem estar presentes em produtos clandestinos conhecidos popularmente como “chumbinho”. Segundo a investigação, imagens de câmeras de segurança da casa do casal mostram Larissa abrindo um dos copos e colocando uma substância dentro.
Adenilson apresentou insuficiência respiratória, desorientação e perda da visão, mas sobreviveu. Outro elemento analisado pela Polícia Civil foi o celular de Larissa, que, segundo a perícia, foi restaurado para as configurações de fábrica no mesmo dia em que foi cumprido o mandado de busca e apreensão.
Próximos passos
Com o inquérito concluído, Larissa foi denunciada pelo Ministério Público por tentativa de homicídio qualificado. A audiência de instrução encerrou uma etapa da tramitação e agora defesa e acusação deverão apresentar as alegações finais.
A Justiça deverá analisar o pedido de liberdade feito pela defesa e, posteriormente, decidir os próximos passos do processo. Larissa permanece presa preventivamente na Penitenciária de Mogi Guaçu enquanto aguarda a decisão sobre o pedido.
A defesa sustenta que não há mais risco de interferência no processo e que a discussão sobre a responsabilidade de Larissa será feita nas alegações finais. A Polícia Civil, por sua vez, mantém a conclusão do inquérito de que ela tentou matar o namorado.



