Advogados alegaram falta de segurança e parcialidade dos jurados; promotoria quer que o julgamento permaneça na cidade
O caso do menino Joaquim ganhou um novo capítulo com um pedido da defesa de Guilherme Longo para que o julgamento seja realizado em outra cidade. A defesa argumenta que a segurança de Longo estaria comprometida em Ribeirão Preto, devido à grande repercussão do crime, e que isso poderia influenciar a imparcialidade dos jurados.
Pedido de Desaforamento
A defesa de Guilherme Longo protocolou na justiça de Ribeirão Preto uma ação de justificação criminal, buscando o desaforamento do julgamento. O advogado afirma que duas testemunhas comprovariam a impossibilidade de um julgamento imparcial e seguro na cidade. Alega-se a existência de dúvidas sobre a imparcialidade dos jurados e a falta de garantias para a segurança de Longo em Ribeirão Preto.
Posição do Ministério Público
O promotor Marco Túlio Nicolino discorda do pedido de desaforamento. Ele afirma que a segurança de Guilherme Longo e a imparcialidade dos jurados estão garantidas em Ribeirão Preto, e que não há motivos para transferir o julgamento. Nicolino acredita que o pedido será negado pelo Tribunal de Justiça, argumentando que a repercussão do crime, por si só, não configura falta de imparcialidade dos jurados, nem risco à segurança do réu.
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O Crime e o Andamento do Processo
Guilherme Longo é acusado de injetar uma alta dose de insulina em Joaquim, de três anos, em 2013, e posteriormente jogar seu corpo no Rio Pardo. A mãe do menino, Natália Ponte, também é acusada de omissão. O julgamento ainda não foi marcado devido aos recursos apresentados pela defesa. Longo está preso na Penitenciária de Tremembé desde janeiro de 2022, após ser extraditado da Espanha.



