Alegação é que se o juri for realizado em Ribeirão, haverá parcialidade; MP diz que Tribunal de Justiça não deve acatar o pedido
O julgamento de Guilherme Longo, padrasto acusado de matar o menino Joaquim em Ribeirão Preto, pode acontecer fora do estado de São Paulo. A defesa de Longo solicitou o desaforamento do júri, alegando que a grande repercussão do caso na cidade prejudicaria a imparcialidade do julgamento.
Pedido de Desaforamento
A juíza Isabel Cristina Lonso Bezerra acatou os argumentos da defesa, concordando que a comoção em Ribeirão Preto poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. Em ofício enviado ao Tribunal de Justiça (TJ), a juíza relatou a intensa repercussão do caso na mídia nacional e internacional, incluindo a prisão de Longo na Espanha. O advogado Antônio Carlos de Oliveira, da defesa, pleiteia o desaforamento para outro estado, um pedido inédito no caso.
Posicionamento do Ministério Público
O promotor Marco Stúlio Nicolino se posicionou contrariamente ao pedido de desaforamento. Ele argumenta que, embora o caso tenha grande repercussão, não há provas concretas de que isso comprometa a imparcialidade dos jurados. Nicolino cita casos anteriores, como o do “atropelador do X-sato”, em que o pedido de desaforamento foi negado pelo TJ. Ele acredita que o TJ irá negar o pedido da defesa, considerando que o desaforamento só é cabível em casos excepcionais, como risco de vida do réu ou dúvidas sobre a imparcialidade dos jurados.
Leia também
Decisão do Tribunal de Justiça
A decisão final sobre o desaforamento caberá ao Tribunal de Justiça de São Paulo. O TJ analisará as informações prestadas pela juíza e decidirá se o julgamento ocorrerá em outra cidade ou estado. A defesa de Longo aguarda a decisão do TJ, enquanto o promotor acredita na negativa do pedido. O caso, que teve repercussão nacional e internacional, continua sendo acompanhado de perto pela população e pela mídia.



