Advogados afirmam que ex-presidente do Sindicato dos Servidores entrou em contradição e mentiu em depoimento
Depoimento Contraditório
O depoimento de Wagner Rodrigues, ex-presidente do Sindicato dos Servidores, no processo dos honorários do acordo de 28%, gerou controvérsias entre os advogados de defesa dos outros réus. Em seu depoimento ao juiz Lúcio Alberto Enés Ferreira e ao Ministério Público, Rodrigues confirmou ter recebido mais de R$ 1,2 milhão em propina, alegando que usou o dinheiro para auxiliar pessoas com despesas médicas e empréstimos. Ele negou investimentos, aplicações financeiras e a compra de imóveis com os recursos ilícitos.
Propina e Transferências
De acordo com o depoimento, a propina era paga por Maria Zuelili Brande, advogada dos servidores, por meio de Sandro Hovani, ex-advogado do sindicato. Os pagamentos eram efetuados por meio de cheques ou transferências mensais para a conta bancária de Rodrigues.
Reações e Questionamentos
A advogada de Darci Vera, Claudia Seixas, classificou o depoimento como mentiroso e contraditório. Júlio Moçim, advogado de Sandro Hovani, também questionou a delação premiada, alegando contradições. Por outro lado, Daniel Rondt, advogado de Wagner Rodrigues, afirmou que seu cliente esclareceu as informações prestadas na delação premiada do ano passado, confirmando suas declarações ao Ministério Público. Rondt destacou a postura segura de Rodrigues durante o interrogatório, indicando a intenção de colaborar com a justiça e evitar que fatos semelhantes se repitam. O próximo a ser ouvido é Sandro Hovani, ex-advogado do sindicato.
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O depoimento de Wagner Rodrigues trouxe novas informações ao processo, apesar das divergências entre as partes. A sequência dos depoimentos promete esclarecer ainda mais os fatos envolvidos neste caso.



