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Déficit de atenção e hiperatividade ou transtorno do espetro autista, como identificar?

Saiba mais sobre o assunto com a especialista em análise do comportamento Giovana Esconal no 'CBN Saúde e Bem-Estar'
Transtorno do espectro autista
Saiba mais sobre o assunto com a especialista em análise do comportamento Giovana Esconal no 'CBN Saúde e Bem-Estar'

Saiba mais sobre o assunto com a especialista em análise do comportamento Giovana Esconal no ‘CBN Saúde e Bem-Estar’

Saúde e bem-estar! É comum confundir crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) com outras condições, especialmente o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apesar de poderem coexistir, os sintomas do TDAH podem dificultar o diagnóstico do TEA.

TDAH e TEA: Uma Relação Complexa

De acordo com a professora doutora Jovana Escobal, diretora do Instituto Abacaré, estudos indicam uma forte relação entre TDAH e TEA. Cerca de 14% das crianças com TDAH também apresentam TEA, e até 80% das crianças com TEA apresentam TDAH. Quando ambos os transtornos estão presentes, os prejuízos podem afetar as relações sociais, a aprendizagem e o comportamento.

Diferenciando os Sintomas

É importante ressaltar que TDAH e TEA não são doenças, mas sim transtornos. O TDAH se caracteriza por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Crianças com TDAH podem se distrair facilmente, mudar rapidamente de atividade, ter dificuldade em focar em tarefas e cumprir prazos, falar muito e apresentar dificuldades em permanecer sentadas ou em filas. Já o TEA se manifesta principalmente por déficits na interação social, comunicação e linguagem, além de padrões comportamentais repetitivos e estereotipados. Sintomas como alterações no sono e na alimentação, apego a objetos específicos e dificuldades de imitação e interação social são comuns em crianças com TEA.

Desafios no Diagnóstico

A dificuldade em diferenciar os sintomas se deve às similaridades entre os transtornos, principalmente em relação a problemas de interação social. No TDAH, a interação social pode ser inadequada devido à impulsividade, enquanto no TEA há uma ausência de pré-requisitos para a interação, como contato visual e linguagem oral. A ausência de marcadores biológicos específicos torna o diagnóstico ainda mais complexo, sendo crucial a avaliação clínica por profissionais capacitados para um diagnóstico diferencial preciso.

Para pais e familiares, a professora Jovana destaca a importância de um tratamento adequado, envolvendo múltiplos profissionais com o mesmo objetivo, utilizando abordagens como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA). A atenção aos sinais apresentados pelas crianças e a busca por ajuda qualificada em centros de referência são fundamentais para garantir o desenvolvimento pleno e a felicidade dessas crianças.

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